ROBOCOP É A NOSSA SALVAÇÃO.


O Brasil precisa com urgência de um Robocop. Ele seria especialmente útil para escanear os black blocs na verificação de artefatos explosivos como o que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

Um Robocop nas UPP’s do Rio teria evitado o assassinato da soldado Alda Castilho, em fevereiro deste ano, covardemente baleada no abdômen  quando voltava do almoço por um bandido armado com fuzil ( até hoje não identificado).

Robocops são a única saída nesses tempos em que o poder de fogo e a ousadia dos bandidos estão sempre quilômetros à frente da polícia prejudicada não somente pela histórica falta de investimento e gestão estratégica, mas, sobretudo, pela obsolescência de leis e a leniência de políticos e entidades que preferem proteger  criminosos cruéis ao invés dos cidadãos indefesos.

Robocops também são ideais para identificar policiais corruptos já que seu cérebro pode receber download com todos os arquivos possíveis dos crimes cometidos e, em segundos, fazer a mais complexa dedução factual com base nos mais avançados softwares neurais.

Robocops são incorruptíveis por conta de ajustes nas áreas cerebrais responsáveis pelo julgamento ético e moral. Clones aperfeiçoados dos Robocops (com softwares ainda mais complexos) poderiam, quem sabe, no futuro, substituir políticos e outros elementos de igual potencial nocivo à sociedade.

Por enquanto isso só acontece no cinema. A história se passa no ano de 2028 na Detroit subjugada por poderosas facções criminosas liberadas para todo o tipo de barbárie por uma polícia corrupta até a medula. A competente versão do nosso José Padilha ( diretor de Tropa de Elite 1 e 2) dá um up-grade na história original de 1987 dirigida por Paul Verhoeven. Agora, o policial Alex Murphy (interpretado pelo sueco Joel Kinnaman) expõe todas as questões ético-filosóficas  relacionadas com este emergente universo  humano-cibernético.

A busca por um novo super-homem liberto das tibiezas morais e limitações orgânicas tem obcecado os roteiristas do planeta. Nem sempre os resultados são edificantes como  Michael Crichton nos mostrou em seu Westworld- Onde ninguém tem alma (EUA-1973) com Yul Brynner incorporando um robô programado para divertir hóspedes de um parque de diversões que se transforma em um matador compulsivo.

Claro que Robocop está longe da sofisticação estética e narrativa da trilogia Matrix dos irmãos Wachowski, mas como todo cinéfilo que se preza sabe, é preciso muito mais do que efeitos especiais para transformar um filme de ficção cibernética em um ícone psicológico da  condição humana.

O Robocop 2014 introduz novos personagens tecnológicos como os “drones” e toda a gama de implicações que eles certamente trarão mais cedo ou mais tarde. Já há dezenas de robôs teleguiados como esses no Brasil a serviço do agro-negócio, do exército e da polícia. Até a Folha de São Paulo, recentemente, usou um para captar imagens aéreas das manifestações em São Paulo.

No filme a questão essencial é não deixar na mão das máquinas a decisão moral sobre a vida e morte dos seres humanos. O empresário ganancioso da OmniCorp (interpretado por Michael Keaton do “Batman” de Tim Burton (EUA-1989/1992) queria uma máquina com consciência um pouco “mais tática” para justificar mais produtividade na eliminação de “alvos”. Ao final, a mente humana de Alex Murphy consegue se impor à programação do software no momento decisivo do enredo. Prova de que ainda há um futuro para a decência e compaixão.

Boa semana!



De brinde pra você o trailer do ROBOCOP de José Padilha.

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