LA DOLCE VITA DE PIZZOLATO.

 
Como os amantes do cinema sabem, La Dolce Vita (Itália/França ,1960) é uma das obras primas do cineasta italiano Frederico Fellini ( 1920-1993). O filme, repleto de simbolismos, é uma bem estruturada crítica sobre o comportamento inconsequente da sociedade romana rumo à decadência dos valores e costumes. A marca registrada de Fellini são seus personagens que via de regra extrapolam os sentimentos humanos a ponto de se tornarem figuras enigmáticas e bizarras. Vem daí o adjetivo felliniano.

Henrique Pizzolato poderia ser um desses personagens. A mídia nos revela que hoje, dia 05 de fevereiro de 2014, ele foi preso na cidade de Maranello mais conhecida por abrigar fábrica e pista de teste da Ferrari.

 Pizzolatto adora gravatas borboletas e, claro, dinheiro fácil. Foi ele quem acobertou o desvio de 77 milhões de Reais do fundo Visanet administrado pelo Banco do Brasil para o esquema criminoso do PT – o mensalão. Pelo sucesso da transação embolsou R$ 326.000,00 com os quais, certo de que jamais seria desmascarado, comprou de imediato um apartamento no Rio de Janeiro de 400 mil Reais à vista.

Antes, em 2004, já praticara pequenos desvios do caixa do Banco do Brasil para os “companheiros” petistas. Um deles foi a compra de ingressos no valor de R$ 70 mil de um obscuro show cuja renda visava a abastecer os cofres do partido.

Após o escândalo, pediu aposentadoria do Banco do Brasil com vencimentos de R$ 13.000,00. A fuga para a Itália o nivelou à categoria de falsário comum já que fraudou o  passaporte do irmão defunto para evadir-se do país.

A dolce vita de Pizzolato talvez tenha sido adiada (ele possui nacionalidade italiana e é um enigma se será punido algum dia). No momento da prisão carregava uns trocados (15 mil Euros ou cerca de 50 mil Reais). Disse ele que queria gozar sua aposentadoria na bela Itália certamente entre  goles de Barolo ou Bolgheri.

Pensando bem, Pizzolato não possui densidade suficiente para ser um personagem de La Dolce Vita. Ele e seus asseclas partidários estão mais para personagens de “A Trapaça”  (Itália, 1955) outro filme de Fellini. A história é mais condizente com o perfil da “cumpanheirada”: um grupo de trapaceiros vive de aplicar golpes e para isso elaboram as mais cínicas mentiras para justificá-los. Nenhum compromisso com nada.  Apenas detonar todas as formas da ética para se dar bem na vida.

E La Nave Va - mais um filme de Fellini, mas isso é outra história...



Em tempo:

Ramona Matos Rodrigues, médica cubana a serviço do programa "Mais Médicos", enfim desnuda o esquema de escravidão a que estava submetida. Enquanto médicos de outras nacionalidades recebem R$ 10 mil por mês ela embolsa apenas 400 dólares (cerca de 960 Reais) para viver no país.O restante vai para a conta dos Irmãos Castros na sua ilha-cemitério.

Veja o que postou o Deputado  Ronaldo Caiado - DEM/GO  no Facebook:

Ramona nos entregou cópia do contrato assinado. E sabe qual a surpresa? O contrato é intermediado por uma empresa que funciona como “gato”. A “Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos S.A.” é a responsável pelos contratos. Ela recebe 400 dólares (R$800) dos R$ 10 mil. Outros 600 dólares (R$ 1200) são depositados em uma conta cubana e supostamente seriam pagos quando o médico retornasse. E o restante dos R$ 10 mil mensais? Para o bolso dos ditadores Castro.
Já falei com a Comissão de Direitos Humanos da OAB e vamos entrar com o pedido de asilo, amanhã, no Ministério da Justiça! Se Ramona voltar para Cuba, será presa. A Polícia Federal já está atrás dela. Grampearam o seu telefone. A Liderança do Democratas agora é a embaixada de apoio aos refugiado cubanos. Ela vai ficar aqui. Daqui só sai quando estiver segura.

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