ANDREA E HENRIQUE. UM CASAL QUE SE MERECE.


Andrea Haas, mulher de Henrique Pizzolato concedeu à revista Isto É uma entrevista sobre a prisão de seu marido na Itália. Suas respostas refletem didaticamente como pensa certa facção política encasulada em  ideias insustentáveis qual lagarta condenada eternamente à condição de predadora voraz da verdade e da ética. Escolhemos os pontos mais relevantes da entrevista:

ISTOÉ – Por que vocês decidiram fugir do Brasil?
Andrea
Isso aconteceu quando ficou claro que não havia mais saída jurídica para nós. (... )Mas era preciso achar uma saída.  Mas eu aprendi com meu pai que não podemos nos submeter. Nós não podemos nos submeter aos erros da justiça brasileira...

Desde Hamurabi  1810 a.C – 1750 a.C ( rei babilônico que compilou o mais antigo código de leis escritas) que a civilização humana procura outras formas de julgamento que não as fundamentadas  na defesa  egoísta e quase sempre tendenciosa do auto-julgamento. Claro que a justiça pode cometer erros, mas isso não dá a ninguém o poder de forjar suas próprias leis. Andrea deixa claro que para os Pizzolato quando todas as evidências indicam uma possível condenação a saída a adotar é cometer mais crimes (falsificar documentos, fraudar passaportes ) e fugir do país. Como se vê esses são valores familiares passados de pai para filho...

ISTOÉ – Como a senhora avalia o comportamento do PT em relação ao Henrique Pizzolato durante julgamento do mensalão?
Andrea –
Eu acho que ao longo do julgamento muitas pessoas fingiam não ver o que estava acontecendo. Elas achavam que não seriam atingidas e não queiram se envolver. Eu também ajudei a formar esse partido. Mas eu acho que o PT nunca soube enfrentar esse processo de frente. Deixou-se carimbar.

Você tem toda razão Andrea. Os figurões do PT (dentre os quais o seu marido) uma vez no poder, acharam-se livres para praticar todos os tipos de crimes contra o país imaginando que jamais seriam julgados e muito menos condenados. Mas, felizmente, as instituições que vocês tanto desprezam quando não lhes beneficiam, funcionaram exemplarmente apesar de todo o esforço em contrário do alto escalão do seu querido partido.

ISTOÉ – O que mais incomodou no julgamento?
Andrea –
O Henrique sempre foi um C. D. F. Sempre fez tudo direitinho e certinho. É um sujeito organizado. Você pode ver a história dele. De repente ele está preso, acusado de ter desviado R$ 73 milhões do Banco do Brasil...

ISTOÉ – A senhora poderia explicar o que, em sua avaliação, há de errado nessa acusação?
Andrea –
Não houve desvio. Basta ler a auditoria do Banco do Brasil para concluir que não houve desvio. Os gastos declarados foram feitos. Estão lá, com recibos e notas fiscais. E são gastos com empresas de comunicação, com publicidade que saiu na televisão, nos jornais, nas revistas. A auditoria mostra qual veículo recebeu tal verba, qual veículo recebeu a outra verba. Se não fosse verdade, eles poderiam ter denunciado a fraude. Mas os anúncios estão lá, foram publicados. Você acha que se alguém tivesse desviado R$ 73 milhões de reais da Visa, empresa que é dona do Fundo Visanet, ela não teria aberto uma investigação para apurar o que tinha acontecido? Você acha que se tivessem sumido R$ 73 milhões do Banco do Brasil não teria sido aberto um inquérito interno para se apurar o que tinha acontecido?

Andrea, cara mia!

Até o ministro Ricardo Lewandoswski, revisor do processo, amigo pessoal de Lula e notório simpatizante dos réus do mensalão votou pela condenação do seu marido pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Eis o voto dele:

"O delito tem todos os elementos do crime de corrupção passiva tipificada no Código Penal, pois o réu recebeu R$ 326 mil para praticar atos de ofício [...] que resultaram no desvio de recursos do fundo patrocinado por aquela instituição financeira. Ante o exposto, voto pela condenação do réu Henrique Pizzolato no crime de corrupção passiva".

Mas a coisa não para por aí, Lewandowski reconheceu que foram emitidas notas frias pela DNA Propaganda para justificar os repasses irregulares do Banco.

Veja o que ele disse:

“Assim, as irregularidades assumem contornos de crime, conforme constatação do laudo do Instituto Nacional de Criminalística, que assim concluiu. Ultrapassamos barreira da mera irregularidade administrativa e estamos adentrando a seara da criminalidade”.

O ministro também apontou a existência de uma "total balbúrdia na área de marketing do Banco do Brasil ”.

Lewandowski , ora veja, foi enfático em seu voto que condenou seu marido por lavagem de dinheiro.

“Houve nítida intenção de dissimular e ocultar a origem e o verdadeiro beneficiário do valor. Com efeito, o modo inusitado pelo qual foi efetuado o saque por Pizzolato  [R $ 326 mil Reais...] permite que se conclua pelo delito de branqueamento de capitais”.

Em quem a sociedade brasileira deve acreditar, na sua palavra ou na do STF?

Tem mais, Andrea.

Seu marido foi acusado também de ter desviado R$ 2,9 milhões referentes ao “bônus de volume” que, por contrato, deveria ser devolvido ao Banco do Brasil.

De novo, não houve alternativa a Lewandowski  senão declarar em seu voto que:

"Restou comprovada que a DNA distorceu o conceito de bônus para locupletar o Banco do Brasil por meio de notas fiscais fraudadas, eis que não se tratava de recursos recebidos de veículos de comunicação. Ante o exposto, quanto a esta segunda acusação de peculato [...] voto pela condenação do réu Henrique Pizzolato.

Ao que tudo indica, Andrea, a gestão de seu marido frente à Diretoria de Marketing do Banco do Brasil não foi exatamente pautada pelos mais rigorosos princípios da correção administrativa.

Agora seu marido, que optou por escapar da justiça brasileira tem sua sorte nas mãos da justiça italiana por conta de sua dupla nacionalidade.

Quando você diz que “Hoje, a vida do Henrique não é mais dele. Quem manda em tua vida são os advogados, os juízes, os jornalistas. Quando começou tudo isso, a gente caiu num mundo que não conhecia, não temos mais controle”.

Você esquece que a vida é feita de escolhas as quais fatalmente desembocam em consequências. Elas chegam sem se importar sobre motivos, crenças e valores de quem as cometeu. Dessa lei , cara Andrea, ninguém escapa...


A você, caro leitor, desejo-lhe uma excelente e produtiva semana.

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