UM 15 DE NOVEMBRO DIFERENTE!

 


 

Amanhã é 15 de novembro. Completamos 124 anos de república. A comemoração virá com um tipo peculiar de fatias. Se até as pizzas são fatiadas por que não o cumprimento de sentenças?

 Não é exatamente o que o país queria, uma vez que o mais longo processo da nossa história jurídica bem que já poderia ter sido concluído se a maioria dos ministros do STF tivesse entendido não caber mais nenhum recurso protelatório para livrar das grades os malfeitores do mensalão.  

Mas, já é alguma coisa. Na internet pululam frases de contentamento com a próxima parada de notórios prestidigitadores da ética que se não ajudados pelos Lewandowskis e Tófolis da vida já estariam atrás das grades.

Muito foi feito nos bastidores para impedir o trabalho da justiça. Lula, no papel de sonâmbulo dementado tentou pespegar a lorota de que não havia mensalão algum como se o país inteiro tivesse sido acometido do mal de Alzheimer.

A “cumpanheirada” do PT, fez o que pode tentando manter na sarjeta o manancial de toxina partidário suficiente para infectar de morte o lado moral da nação.

Os Darth Vaders da corte usaram suas espadas letais na tentativa de aniquilar os guardiões da verdade com uma intensidade épica. O lado iluminado da Força, contudo,não entregou os pontos.

 Seja como for. É isso que o país tem para o momento. A bem da verdade, os três poderes da República refletem à perfeição a índole nacional propensa a procrastinar soluções eficazes à nossa secular agenda de mudanças que não avança. E se é o Legislativo que tem o poder constitucional para nos livrar das leis más é à sociedade (eu, você, o vizinho...) que cabe liderar o processo de avanço através da ação cidadã do voto e da vigilância sem tréguas aos seus representantes.

Voltemos ao 15 de novembro de 1889. A nação não mais tolerava a forma como a monarquia conduzia o país. Clamava-se por mudanças políticas, econômicas e sociais. A classe média nascente (ela de novo) cansada da letargia vigente e, claro, da corrupção (ela de novo) foi às ruas em apoio ao movimento republicano. Coube ao Marechal Deodoro da Fonseca demitir o Conselho de Ministros que respondiam ao imperador Dom Pedro II. A monarquia chegava ao fim após 67 anos.

Neste 15 de novembro, a nação está vivendo outra proclamação. A dos novos valores que, pouco a pouco, vão defenestrando os velhos. Não nos iludimos quanto à lerdeza do processo. É assim que a roda da nossa história gira.

Ah! Ia me esquecendo. Tinha escolhido uma das dezenas de manifestações de internautas sobre a decisão do STF de enviar para a cadeia a quase totalidade dos réus do mensalão:

 EU JÁ FIZ UMA PROMESSA E O JOAQUIM VAI ME AJUDAR,
SE O ZÉ DIRCEU FOR PRESO O BRASIL VAI SARAR.
VAI SARAR, VAI SARAR. SE O ZÉ DIRCEU FOR PRESO O BRASIL VAI SARAR...”

Vai sarar sim. E o remédio chama-se “cidadania”.

Bom feriado! Proclame você também um novo país.

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