A IRA GENOÍNA.

 

Em 9 de julho de 2005, José Vieira da Silva ,um pobre leva-e-traz do deputado
federal  José Nobre Guimarães do PT/CE foi pego pela Polícia Federal com 
200 mil reais em uma mala e 100 mil dólares escondidos na cueca.

O fato seria mais um desses atos de rato-de-esgoto se não fosse o seu
patrocinador ninguém menos que o irmão de José Genoíno, este,na época, presidente nacional do partido. Nunca se ouviu palavra alguma de recriminação
ou de explicação dos líderes do PT sobre o caso. Na verdade, o que o deputado
Nobre fez foi ameaçar a liberdade de imprensa prometendo instituir a
excrescência preferida do partido chamada de “controle social da mídia”.

Em 14 de março de 2006,  Francenildo Santos Costa, humilde caseiro da mansão brasiliense petista onde atividades ilícitas corriam soltas ( a contagem e partilha
de dinheiro de origem escusa era uma delas) foi covardemente perseguido pelo
então todo-poderoso ministro do governo Lula , Antônio Palocci.

O PT, através de seus líderes, resolveu desacreditar o depoimento de Francenildo
à justiça quebrando ilegalmente seu sigilo bancário na tentativa de lhe imputar alguma culpa. Após pressão da imprensa e da opinião pública, Lula foi forçado a demitir Palocci.

Do  ex-guerrilheiro e presidente do PT, José Genoíno, bem como da alta cúpula
do partido nem uma palavra sequer de retratação a Francenildo que foi perseguido
 e por um bom tempo não conseguiu  emprego para manter sua família.

Em outubro de 1977, uma adolescente de 15 anos de idade “L” foi presa por  tentativa de furto em uma residência na pequena cidade de Abaetetuba-PA
situada a 100 km da capital Belém.

A delegada Flávia Teixeira mandou prendê-la na única cela da cadeia local.
O terror em sua forma mais brutal começava para jovem. A cela estava ocupada
por 25 homens. Os estupros (em torno de seis por dia) que eram seguidos de
confisco de comida e queimaduras com cigarros e isqueiros constituíram uma das mais tenebrosas páginas da nossa história prisional.

Na época, o Pará era governado por uma mulher: a petista Ana Júlia Carepa que limitou-se a dizer:
“Se ela tem 15, 20,50, 80 e até 100 anos não importa. Uma mulher não
poderia estar presa em uma cela com homens”.

Novamente, ninguém do PT, nem tampouco o agora, ex-presidente do Partido
dos Trabalhadores e ex-titular da Comissão de Constituição e Justiça,
José Genoíno, veio a público em defesa da menina por ocasião da mais grave
 violação de direitos humanos ocorrida no país pós-ditadura.
Tampouco o indesculpável erro patrocinado pela Polícia Civil do Estado
comandado pela petista  causou alguma indignação entre os membros
do partido.

Como recompensa por ter perdido a eleição para governador do pleito de 2011,
Ana Júlia foi presenteada com a diretoria da Brasilcap (uma empresa do Banco
do Brasil). Ela não ficou muito tempo lá, acusada de desviar recursos do BNDES
(sumiço de 77 milhões de reais) quando governava o Pará.

José Genoíno, como até os roedores do Planalto sabem, foi  cioso avalista
dos empréstimos bancários fictícios realizados pelo seu partido para justificar
 a movimentação financeira de compra de deputados “aliados”
 (se o eram, por que a necessidade de serem corrompidos?).

De um partido que apoia uma ditadura sangrenta, brutal e corrupta como
 a dos “companheiros Castro” não se espera consciência ética. Mas, a conduta
do PT e de seus líderes, chega agora ao estágio terminal de demência bufa ao posarem de mártires da intolerância judicial.

A verdade incômoda é que ninguém do partido acreditava que fosse possível
colocar atrás das grades os criminosos do mensalão. E agora temos que aturar
essa pantomima grotesca que ficaria melhor em alguma  república bolivariana.

Genoíno, Dirceu et caterva entrarão para o umbral da história como os
idealizadores do mais infame planejamento estratégico para a perpetuação
de um partido político no poder. Só não contaram com os heróicos Roberto
Gurgel, denunciante da “sofisticada organização criminosa” e Joaquim
Barbosa, o impávido relator  do processo.

Enquanto isso, o “pragmático” Henrique Pizzolato certo de que tomaria
banho frio na cela da Polícia Federal, preferiu fugir para a pátria da máfia.
Faz todo o sentido!

Boa semana!

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