ENFIM, UMA BOA NOTÍCIA...

 
Os nossos gatos deveriam ser como os dos chineses. Lá os gatos são pragmáticos, há décadas já jogaram na lata de lixo o peixe podre ideológico que as esquerdas brasileiras ainda tentam ressuscitar.

A frase definitiva que transformou a China na segunda maior economia do planeta deveria estar na parede dos estúpidocratas que estão no poder: “Não importa a cor do gato desde que pegue o rato”. Foi algo assim que disse o líder chinês Deng Xiaoping ao iniciar a revolução econômica dos anos 70. Enquanto isso, no Brasil, os líderes políticos de qualquer naipe só possuem mesmo a estratégia do embate feroz para ver quem fica mais tempo no poder, custe o que custar (para o povo, bem entendido).

Os chineses aprenderam rápido com Mao Tsé Tung  o que não dava certo. O “grande salto” por ele pretendido com a estatização da agricultura e a divisão da terra em “comunas” foi um fracasso total. A produtividade despencou e a falta de comida começava a desenhar no horizonte um turbilhão de revolta.

A partir de 1979, as tais comunas foram desativadas e substituídas (ora veja, MST) por “propriedades coletivas” que podem vender livremente parte do que produzem a preço de mercado (a parte que fica com o Estado é paga a um preço pré-estabelecido).

Claro que o sistema de governo chinês não é exatamente algo a ser copiado. As instituições estão distantes do estado sólido e não há liberdade de expressão nem de pensamento. Os chineses até tentaram forçar o sistema a sair do inverno da ditadura para a primavera da democracia com as manifestações da juventude na praça da Paz Celestial, em Pequim em 1989. Não deu certo.

Hoje o pragmatismo toma conta da China. O “capitalismo de Estado” (seja lá o que isso signifique) catapultou a renda per capita dos chineses de cerca de mil dólares em 1999 para impressionantes USD 8.400,00 em 2011. E olhe que lá não tem “Bolsa Família”, mas sim o investimento maciço em educação (quem será que tem razão? Saiba que na China há áreas paupérrimas também).

No último levantamento do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) os alunos chineses tiraram as melhores notas em todas as áreas avaliadas (ciências, leitura e matemática) dentre os 65 países participantes. O Brasil ficou na vergonhosa 53ª posição (pior que o Chile, Uruguai e México). E veja que fantástico! Em Xangai os melhores professores são remanejados para as escolas com as piores notas. Isso seria algo impensável no Brasil que não tem, até hoje, um planejamento estratégico para a educação e nem, para área alguma diga-se de passagem.

 A China atual possui apenas 25 ministérios (eram 27, o governo cortou 2) que administram a segunda maior economia do planeta com população de 1,35 bilhões de pessoas e PIB de 8,227 trilhões de dólares. O Brasil de Dilma tem 39 ministérios para uma população de pouco mais de 200 milhões de habitantes e um PIB de 4,403 trilhões de dólares. É muito ministro para pouco país sob qualquer métrica que se queira adotar.

Infelizmente nossas esquerdas adotam o modelo leninista-maoísta tão eficazes quanto enxugar gelo e quase nada propõem em termos de ideias e projetos sintonizados com o século 21. Seria um excelente contraponto às outras “ideologias” (todos têm uma já dizia Cazuza). Mas, o que acontece por aqui é que a esquerda se acha no monopólio da virtude e tudo acaba em competição para ver quem consegue apontar o “partido mais corrupto” (quando se sabe que todos o são). Por outro lado, o melhor que a direita consegue é gerar o caricato Bolsonaro com seus valores da época de Nero.

Hoje, pela primeira vez neste ano, li uma boa notícia na mídia. Marina Silva acaba de filiar-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) do governador de Pernambuco Eduardo Campos. Vamos esclarecer de cara: não pertenço a partido algum e tenho críticas severas a todos eles. O que de novo existe neste acontecimento é o fortalecimento da pluralidade de ideias necessária para nos libertar do beco sem saída do tipo Escorpião X Sapo (lembram-se da história?) ou se preferirem PT x PSDB.

Para quem não sabe, Eduardo Campos é neto de Miguel Arraes (e assim como o Aécio tem pouco em comum com seu avô Tancredo Neves, Eduardo tem menos ainda com o seu).

Vamos aos dados disponíveis. Campos tem a seu favor a capacidade comprovada de gestão. Durante seu governo, Pernambuco tem crescido acima da média nacional através de uma bem fundamentada estratégia de captação de investimentos que têm mudado o perfil econômico do estado.

 O Movimento Brasil Competitivo elegeu a gestão de Campos como uma das mais eficazes do país. Campos, por duas vezes, foi indicado como o melhor governador do país pelo Instituto Data Folha. Sua aprovação entre os pernambucanos é de impressionantes 80%.

Quanto a Marina, além de sua enorme votação nas últimas eleições presidenciais, seu passado político e história de vida, até onde se conhece, não apresenta nenhum indício de comportamento reprovável. Claro que algumas posições religiosas de Marina quanto a temas que são da alçada puramente secular podem ser um sinal amarelo de cautela.

Mas, considerando-se os prós e os contras, decididamente o país tem uma nova agenda a discutir.

Não poderia terminar sem recorrer a mais uma frase de Deng Xiaoping que desnuda para a esquerda carnívora (como diz o ensaísta peruano Álvaro Vargas Llosa) sua filosofia política: “Enriquecer é glorioso”. Exatamente o contrário do que pensam alguns políticos abaixo da linha do Equador com exceção, é óbvio, daqueles que agem assim tão somente visando o próprio bolso.

A China já provou que está certa (pelo menos no que diz respeito à economia).

Bom fim de semana!

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