A QUEM DONADON REPRESENTA?

 
A Câmara dos Deputados rejeitou, ontem, a cassação do mandato do deputado presidiário Natan Donadon. O placar foi apertado, mas a maioria preferiu a companhia de um meliante vulgar a honrar sua legislatura e seus eleitores, é claro.

Apesar da enorme frustração gerada nos cidadãos com verdadeiro espírito cívico (minoria, infelizmente) não dá pra concordar que passeatas e quebra-quebras sejam o antídoto correto para o mal da bandalheira generalizada  que a sociedade ainda tolera e muitas vezes pratica.
Como tenho insistido aqui neste Blog, as mudanças que queremos  nascem do comportamento, crenças e valores que, nós, cidadãos  e eleitores compartilharmos. Não existe mágica nem caminho fácil.
O começo de tudo, é escolher bem  nossos representantes nas três esferas: federal, estadual e municipal. Depois, é preciso dispender tempo fiscalizando-os e utilizando os meios disponíveis (que são muitos hoje em dia) para explicitar nossa insatisfação com a conduta de suas “excelências”.
Falando nisso, convido-os a acessar e seguir o sítio http://www.excelencias.org.br/
Nele você encontrará tudo o que precisa saber sobre nossos parlamentares da Câmara e do Senado. É um trabalho de profundidade baseado em fatos, os quais tenho certeza, o deixará  perplexo.
Saiba você, caro leitor, que 53,4% dos deputados e 50,6% dos senadores possuem algum tipo de ocorrência na Justiça e Tribunais de Conta. Quer saber quem falta às sessões? Tá lá. Quer ter um raio X do parlamentar em quem você votou? Tá lá.
Conheça o presidiário Donadon (informações disponíveis em

 Nome de batismo: Natan Donadon

Eleito(a) por: PMDB

CPF: 241.944.252-00

Título eleitoral: 002.449.082-30

E-mail: dep.natandonadon@camara.leg.br (não sei se ele recebe e-mails na cadeia) 

É servidor público e evangélico. Possui equipamentos agrícolas e compõe a bancada ruralista. É filho do ex-prefeito de Colorado do Oeste (RO) Marcos Donadon é irmão de três políticos: o deputado estadual Marcos Donadon (PMDB-RO) e os também ex-prefeitos de Colorado Melki Donadon (PTB-RO) e Miriam Donadon (PMDB). Também é primo do ex-prefeito de Vilhena (RO) Marlon Donadon (PRB-RO) e do vereador de Vilhena Ângelo Mariano Donadon Junior. É ainda cunhado de Rosangela Enrique Pereira Donadon, suplente de vereador em Porto Velho. Todos têm processos na Justiça. 

Está preso por formação de quadrilha e peculato -- é o primeiro deputado federal a ser encarcerado desde a Constituição de 1988. Seu irmão Marcos também foi preso. 

Cargos relevantes: Foi deputado federal pelo PMDB nas duas legislaturas anteriores (2003-2007/ 2007-2011). Renunciou ao cargo em 2010 na tentativa de escapar de julgamento. No período em que seu irmão Melki Donadon foi prefeito de Colorado do Oeste (1993-1996), o parlamentar foi secretário municipal de Finanças; quando seu irmão Marcos Donadon foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (1995-1999), o deputado exerceu cargo de diretor financeiro da Casa.  

Condenado à prisão em regime fechado pelo STF, já foi preso, mas ainda exerce o mandato porque a Câmara dos Deputados não declarou a perda de seu mandato. 

Condenado a 13 anos de prisão por formação de quadrilha e peculato. O parlamentar foi considerado culpado por desvio de recursos da Assembleia Legislativa por meio de simulação de contrato de publicidade que deveria ser executado pela empresa MPJ Marketing Propaganda e Jornalismo Ltda. A decisão transitou em julgado e a Justiça determinou a expedição do mandado de prisão.

TJ-RO Comarca de Porto Velho - Processo nº 0082009-96.2001.8.22.0001  Foi condenado por improbidade administrativa. Em ação civil pública movida pelo Ministério Público e pelo estado de Rondônia, a Justiça determinou perda do cargo público, ressarcimento ao erário, vedação de recebimento de benefícios fiscais ou creditícios concedidos pelo poder público, multa e suspensão dos direitos políticos. A decisão foi mantida em segundo grau: TJ-RO Apelação Nº 0082009-96-2001.8.22.0001. O parlamentar interpôs recurso em terceiro grau: STJ - AREsp Nº 0082009-96-2001.8.22.0001.

TJ-RO Comarca de Porto Velho - Processo nº 0013457-50.1999.822.0001 - Foi condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. A Justiça determinou ressarcimento de danos ao erário, perda de função pública, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios. A decisão foi mantida em segunda instância: TJ-RO Apelação Cível N°1001345-32.1999.822.0001.

TRE-RO - Processo Nº240105.2010.622.0000 - Foi reprovada sua prestação de contas de campanha referente às eleições de 2010. A decisão foi mantida pelo TSE - Agravo de Instrumento Nº240105/2011 .

Informações atualizadas em 27/06/2013 

Amanhã tem mais... Não perca!

Até lá.

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