SUGESTÃO DE PAUTA PARA LULA NO NEW YORK TIMES.



O New York Times, como você talvez saiba, é o mais importante jornal diário dos Estados Unidos e um dos mais respeitados do planeta. Não é o mais antigo; foi fundado em 1851 ( o primeiro jornal estadunidense foi publicado em Boston em 1690  Publick Occurrences, Both Foreign and Domestick).  Como você já deve ter percebido me fascina pesquisar coisas no Google e como uma coisa puxa outra saiba que é brasileiro o primeiro jornal da América Latina – O DIÁRIO DE PERNAMBUCO fundado em 1825. 

Mas não é esse o tema deste artigo. O NYT arrebatou 112 Prêmios Pulitzer (concedido pela Universidade de Columbia a pessoas que realizaram trabalhos de excelência nas áreas de jornalismo, literatura e música). Nenhum jornal do país chegou perto dessa marca. 

O NYT se notabiliza pelo status estelar de seus colunistas. Paul Krugman escreve lá (autor de “Princípios da Economia”). Thomas Friedman, ganhador de três Pulitzer e escritor do best seller “O Mundo é Plano” ( já comentado aqui neste Blog), também. 

O ex-presidente, sociólogo com diversas obras publicadas e intelectual com trânsito livre nos meios acadêmicos internacionais Fernando Henrique Cardoso já escreveu para o NYT. Até aí nenhuma surpresa levando-se em conta o altíssimo nível de exigência do jornal. 

Por isso, fica difícil entender sob qualquer prisma que se queira avaliar o convite de NYT para ter Luis Inácio Lula da Silva como um de seus colunistas. Como ele mesmo fez questão de alardear, nunca leu livro algum, despreza todo e qualquer tipo de manifestação intelectual e seu repertório cultural mede-se em escala nanométrica. 

Mas, se isso não for tão somente uma jogada (infeliz) de marketing do sisudo periódico para aliciar futuros leitores teremos que nos submeter ao fato de que parece inexorável a queda do nível qualitativo das ideias urbe et orbi.  

Entrei na versão on-line do NYT de hoje. Encontrei a seguinte manchete

Public Rapes Outrage Brazil” ( Estupros Públicos Ultrajam o Brasil). Como nosso país está em pauta, tem arrebatado manchetes mundo afora para o bem e para o mal.

A matéria é sobre o recente caso ocorrido dentro de um ônibus na cidade do Rio de Janeiro em que um assaltante armado estuprou uma mulher de 30 anos de idade na frente dos passageiros.

O jornal fala de uma “recente onda de estupros” na cidade que mais recebe turistas no país e critica a “falta de ação eficaz da polícia em uma nação que tem uma mulher como Presidente da República”.  

Tá aí um bom tema para ser abordado por Lula que inclusive poderia sair em defesa de sua companheira de partido já que justificar o injustificável é uma das competências essenciais do PT. 

Mas, tenho outra sugestão com um potencial de interesse seguramente muito maior para o NYT.  Veja só que notícia a Folha de São Paulo acaba de publicar: Dinheiro  desviado por Maluf é devolvido a São Paulo após 15 anos”. 

O texto não deixa dúvidas. O notório Paulo Maluf (PP/SP), cujo nome é sinônimo nacional de subtração de recursos públicos, está sendo obrigado a devolver à Prefeitura de São Paulo um milhão de libras esterlinas ( cerca de R$ 3,3 milhões) de uma de suas contas na Ilha de Jersey , conhecido local de lavagem de dinheiro. A justiça de Jersey condenou ainda outras duas empresas associadas à família Maluf à devolução do equivalente a mais R$ 57 milhões. 

Lula vai precisar da ajuda do melhor ghost writer (escritor fantasma) do mundo para explicar aos leitores do NYT sua relação de amizade irrestrita com o procurado pela Interpol Paulo Maluf.
 

Desejo a você, caro leitor, um fim de semana de intensa atividade cultural.

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