JOAQUIM BARBOSA 10 X PT 0


“O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente da República. Daremos a nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente".

“O Maluf é que deveria estar atrás das grades e condenado à prisão perpétua por causa da roubalheira na prefeitura".

Suponhamos que você seja líder do partido político que proferiu as frases acima. Suponhamos que, como porta-voz de seu partido ,você seja o guardião da filosofia, valores e ideias que estão expressos no seu programa partidário.

O seu partido declara em seu estatuto que é favorável a um poder que avance na construção de uma sociedade sem explorados e exploradores.

O programa de governo de seu partido está repleto de referências “democráticas”. Participação democrática,  controle democrático, poder democrático. A palavra “democracia” é utilizada para adjetivar qualquer substantivo que lhe preceda.
Entretanto, lá pelas tantas o leitor se depara com a frase:
“Entre as prioridades que o partido estabelece para a construção de uma democracia efetiva está o combate a todos os instrumentos jurídicos ou policiais de repressão política usados contra os trabalhadores e contra o povo brasileiro em geral”.

Você já matou a charada. As frases que abrem este texto são de Lula. O “eixo programático” é o do PT.

O PT sempre demonizou Sarney, Collor, Maluf, Edir Macedo. Estes elementos notórios por uma atuação nada “republicana” são os novos “best friends” petistas.

Sarney sempre usou o poder para motivos inconfessáveis. Quando ele foi criticado de Norte a Sul do país por impor censura ao jornal “O Estado de São Paulo”, quem saiu em sua defesa com a primorosa frase “Sarney não pode ser julgado como uma pessoa comum”?  Luis Inácio Lula da Silva, inimigo histórico das “forças reacionárias”. 

O PT expressa em seu programa partidário que está ao lado de qualquer nação que lute contra a opressão de seu povo.

A guerra civil na Síria já matou cerca de 80 mil pessoas. O regime do tirano Bashar Al-Assad já trucidou crianças inocentes, jovens idealistas, mulheres desamparadas e idosos inofensivos. O Brasil sob o governo petista se absteve em condenar o governo sírio em recente votação na ONU.

A imprensa, hoje, deu ampla cobertura a um trecho da palestra  do Presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa  proferida aos alunos do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), do qual é professor.
Disse Barbosa:
 "Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E tampouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder”.

O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR) ficou irado e demonstrou que a carapuça serviu à perfeição a seu partido. Reagiu intempestivamente classificando os comentários de Barbosa como “lamentáveis, autoritários e que não estão à altura de um presidente do STF”.

Nem é preciso ver esta foto pra saber que Joaquim Barbosa está coberto de razão.
 


Desejo a você, caro leitor, uma semana consistente e coerente!
 

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