FALAR É FÁCIL. COPIAR É ARRISCADO. ESCREVER POR ESCREVER É ERRO MORTAL.

Eu sei. A vida on-line tem dessas coisas. João entra no Google e faz um curso relâmpago de Marketing. Maria entra no You Tube e baixa um vídeo que lhe ensina Artes Marciais. José descobre um Blog que lhe promete o nirvana em Estratégia Empresarial. Tudo rápido, ubíquo, múltiplo. Conteúdo prêt-à-porter descartável e reciclável.


E aí se multiplicam frases de tipo “criar valor para o cliente”. Que valor? Que cliente? De que valor se está falando? Valor em sua dimensão econômica? Utilitária? Mercadológica? Psicológica? Cultural? Simplesmente está lá no site “criar valor” por que isso é o que todo mundo fala.


Outra coisa é a superficialidade com que se usa a expressão “fornecer soluções “. Fica hilário pra não dizer patético ler em um site de funerária “fornecer soluções para”. Parece uma propaganda feita pelo “Pé na Cova”, o novo besteirol do Miguel Falabella.


A palavra “solução” nos remete à resposta a um problema. Quem “soluciona”, analisa, compreende, propõe, assessora, dá suporte, atende, se compromete. Vamos combinar: fornecer soluções é muito diferente de simplesmente “vender” ou “comercializar”. Mas, não é assim que a maioria dos empresários entende. Eles tascam no seu slogan corporativo “fornecer soluções” e pronto. Estão alinhados com uma tendência do mercado e não se fala mais nisso.


Aí chega a parte dos “Valores”. São os mesmos para todas as empresas. Para algumas chega a ser um prodígio de mistificação trombetear que seu principal valor é “o respeito ao cliente”. As empresas de telefonia dizem isso. Os bancos dizem isso. Até os agiotas dizem isso.



Dá pra entender. Nenhuma empresa em plena posse de suas faculdades mentais vai dizer a verdade, ou seja: nosso principal valor é tirar o seu dinheiro sem dar a mínima pra você. Para nós você é tão somente um cartão de crédito, um talão de cheque...


Incorporar “valores” como convicções inabaláveis e que definem e norteiam o padrão de comportamento da empresa em relação a clientes, funcionários, fornecedores e sociedade, isso é um delírio recorrente. Melhor pular essa parte.


Nem vamos mencionar aqui a parte dos “Objetivos Estratégicos” já que a maioria dos empreendedores atuais não tem a menor noção do que seja “objetivo” e muito menos “estratégico”. Mas, que falar disso passa uma imagem de competência em gestão, isso passa... 


Chegamos à “Marca”. Nesse ponto a empresa sugadora de almas pensa que “marca” é o desenho que alguém lhe vendeu à guisa de logotipo ou identificação visual. É boa pra ser vista na marquise, na tela do computador, na internet.


Como disse o venerável guru corporativo estadunidense Philip Kotler(1931-) “MARCA NÃO É O QUE UMA EMPRESA VENDE É O QUE UMA EMPRESA É.” Colocar isso em prática é esperar demais desse povo. É um sonho tão distante quanto improvável.


Em resumo: os jargões do momento como “sustentabilidade”, “qualidade de vida”, “consciência ambiental”, “responsabilidade social”, “diversidade”, “inovação”, “transparência”, “ética” são apenas verbetes cujo significado a gente encontra no Google, na Wikipédia ou em um dos milhares de sítios informativos da internet.



Estão aí para serem repetidos, copiados e escritos. Usados como elementos de propaganda. Enganosa na maioria das vezes. No marketing, na política, nas empresas, nos canais de comunicação, na sociedade.

Pura hipocrisia de muitos. Até quando?

Grande abraço. Tenham todos uma excelente semana!


Nossa! Já estamos em Maio...


De brinde para você...
Essa música é o mantra do cliente atual. Todas as empresas deveriam sabê-la de cor.


 

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