PARECE QUE SÓ TEMOS EM COMUM MESMO O DNA. É A CULTURA QUE NOS TORNA DIFERENTES!


Os esquimós, você já deve ter ouvido falar, oferecem a mulher para passar a noite com um visitante. Isso não seria aceitável para a maioria da humanidade. Mas, para eles é um costume ancestral que dignifica o hóspede e ainda por cima reforça os laços de amizade.

Lá, as mulheres casam cedo. Com 14 anos já estão prontas para assumir as responsabilidades de um iglu. Os maridos se mudam para a casa dos sogros e devem obedecer a um protocolo complicado. Jamais devem  dirigir o olhar para a sogra e se isso ocorrer por um descuido qualquer, são obrigados a reparar este fato imperdoável com um presente como forma de desculpa. Não deve ser fácil achar um bom presente nas planícies geladas do círculo polar ártico.

Na China, é uma ofensa sem tamanho recusar comida, mesmo que ela lhe pareça por demais exótica para seus hábitos alimentares. Não tem jeito: ou você engole firme ou corre o risco de criar uma situação muito constrangedora para seu anfitrião.

Você deve estar lembrado de que durante as Olimpíadas o governo chinês teve que fazer uma forte campanha para que a população deixasse de cuspir no chão – um hábito cultural tão natural quanto chupar um picolé.

No Japão, falar ou rir alto é sinônimo de grosseria e ausência absoluta de traquejo social. Por outro lado, se lhe oferecerem sopa você deverá bebê-la direto do prato. Qualquer outro comportamento será inconveniente.

Na França, como você já deve ter visto nas telas de cinema, carregar o pão sem qualquer tipo de embalagem e às vezes alojado debaixo do braço não choca ninguém.  Lá também, não causa espécie se o cidadão  ou cidadã passar uma semana longe do chuveiro (que aliás é tão somente uma duchinha desengonçada que mal se equilibra acima de sua cabeça).

Nos Estados Unidos se você não der gorjeta a qualquer pessoa que lhe preste o mais singelo serviço corre o risco de ser deportado por ofensa laboral grave. O sistema só funciona com uma “tip”. E ai de você se achar que a qualidade do serviço não a merece. 

Em Cingapura, a multa para quem joga lixo nas ruas é de inacreditáveis quinhentos euros (cerca de R$ 1.300,00). Idem para quem dá comida a passarinho, fuma fora do lugar permitido, vende ou masca chiclete, tira flores de um parque público ou cospe no chão. Se você reincidir no erro a multa dobra.

No Egito jamais mostre a sola dos pés para alguém. Não sei como fazem os pedicuros por lá já que isso é considerado uma ofensa sem tamanho. Entretanto, deixar transbordar uma xícara é sinal de suprema elegância social.

Na Áustria, se você quiser desejar boa sorte a um amigo basta cerrar os punhos e esmurrar a mesa mais próxima ( não vale um punho só tem que ser os dois).

Em Israel é considerado pecado mortal a ingestão de leite, ovos e carne em uma mesma refeição. Omelete no almoço, nem pensar!

Na Turquia está vetado fazer o inocente sinal de colocar o polegar para cima. Lá isso significa uma proposta sexual heterodoxa.

Olivier Teboul é um francês de 29 anos que há  cerca de um ano se mudou para Belo Horizonte. Ele escreveu em seu Blog uma bem humorada resenha sobre diferenças culturais brasileiras que para ele são impactantes. Veja só:

Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro”.

Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garçom, o garçom traz a cerveja de qualquer jeito.

Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na prática “não vou não”.

Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter trânsito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui a um pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem trânsito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!

Aqui no Brasil, não se assuste se for convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja.

Aqui no Brasil, Deus está muito presente… pelo menos na linguagem: ‘vai com  Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.

Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e aí?”. E aí o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” é “imagina”. Imagina o quê? Talvez eu é que  tenha falta de imaginação.

Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouve muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos...

Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher…). Amor com rótulos.

Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é a de coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trio elétrico. Eles também são atletas. Têm a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda assobiar para as mulheres passando na rua.

Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um diálogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo, em inglês: “The beauty? – The jewel”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.

Você já tinha se dado conta de que essas coisas simples de nosso dia a dia poderiam atordoar um estrangeiro? Ainda bem que o Olivier não falou de nossos políticos, aí teríamos que chorar de vergonha...

Só pra terminar. Se você pensava que o PT já havia esgotado sua munição de despautérios saiba que o deputado Nazareno Fonteles (PT/PI) propôs (e a camarilha endossou) uma emenda constitucional que limita os poderes do Judiciário. Para essa gente,  tudo o que o Supremo decidir tem que ser referendado pelos deputados e se a coisa piorar então deverá ser submetida à consulta popular.

É Olivier. Você tem toda razão. Esse é um país muito, muito esquisito.

 

Grande abraço a você leitor com votos de sucesso nesta semana.

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