O “PIBINHO”, DILMA E O PAPA BENTO XVI.

Não tem jeito!

Por mais que este ou outros governos esbravejem, o desenvolvimento de uma nação e o aumento de sua riqueza e, por conseguinte, do bem-estar de seus cidadãos passa, necessariamente, pelo investimento intensivo em educação, pela competitividade do arcabouço institucional e pela existência de uma infraestrutura moderna.

O capital e o empreendedorismo como todos sabem, fogem de países que adotam modelos inconsistentes de gestão pública.

Contudo, sempre é mais fácil culpar agentes externos pelas mazelas do país. O modelo atual de planejamento e gestão governamental está esgotado assim como nosso modelo fiscal, trabalhista, jurídico e político.

Dilma e seus comandados ainda não perceberam que não se aumenta a riqueza de um país apenas alavancando o crédito e o consumo da população. Nem com PACs que não avançam, não terminam e custam mais do que foram orçados. Não é surpresa que o crescimento do PIB de 2012 tenha estacionado nos 0,9%.

Um presidente (ou uma presidente) neste século 21 deve se comportar como o CEO de uma grande corporação globalizada. A começar pela escolha de seus comandados. Claro que esta função é muito mais complexa por sua própria natureza, mas no fundo, não há muita diferença estratégica entre uma corporação de sucesso e uma nação de sucesso.


A inovação é a base do sucesso das empresas (e nações) do século 21.

A questão agora é esperar que uma liderança com visão de futuro e comportamento empresarial nos tire desta encruzilhada. Isso só acontecerá nas próximas eleições presidenciais e se, é claro, os eleitores decidirem por escolher um modelo distinto do que está aí.

Três perguntinhas básicas deveriam constar de nossas considerações nas questões ligadas à mudança de uma empresa ou de uma nação:

1. O que fazer quando o seu chefe é o principal entrave para fazer deslanchar a cultura de inovação em sua empresa?

2. O que fazer quando algumas pessoas de sua equipe reagem sistematicamente a processos estruturados (sejam eles de inovação ou de outra natureza)?

3. Como os líderes de sua empresa recarregam suas baterias física e emocional trabalhando em um ambiente de mudanças contínuas e de competitividade exacerbada?

“Levantar novas questões, novas possibilidades, olhar velhos problemas de um novo ângulo, requer imaginação criativa e é o que faz, realmente, a ciência avançar”. Albert Eisntein (1879-1995).

O melhor exemplo de gestor com visão de futuro que temos hoje é o do Papa Bento XVI que percebeu que a única forma de provocar as mudanças necessárias à sobrevivência de sua “organização” era a sua renúncia.

Trata-se de uma “inovação disruptiva” na gestão do papado. Que sirva de exemplo àqueles que ocupam lideranças nacionais e que ainda não se deram conta de que suas ideias, ações e atitudes estão tão deslocadas nesta era da comunicação global instantânea como um filme do cinema mudo.


Desejo a você, caro leitor, um excelente fim de semana.



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