RENAN, NÃO! PARTE 2.


Nossa memória cidadã costuma ser curta. A neurociência explica  por quê. Nosso cérebro foi projetado para guardar viva na sua memória permanente apenas as situações que nos impactaram sobremaneira. É por isso que jamais esquecemos uma grande emoção quer seja ela positiva ou negativa.

Os fatos da política, via de regra, vão para nossa memória RAM e como tal tornam-se volátil com o passar do tempo.

O Sr. Calheiros (PMDB-AL) presidiu o senado entre 2005 e 2007 apoiado pelo vetusto e dissimulado Sarney cujo currículo você já conhece . Em 2007 o Sr. Calheiros envolveu-se em um escândalo ético por ter-se utilizado de notas fiscais frias para tentar justificar o pagamento de despesas pessoais. O fato era que um lobista da empreiteira Mendes Júnior pagava R$ 12 mil de pensão à amante do Sr. Calheiros ,Mônica Veloso, com a qual ele teve uma filha fora do casamento. Após muitas tentativas inconsistentes de defesa, não teve ele outra saída senão renunciar para escapar de um processo de cassação.

Pois bem. Tudo parecia correr às mil maravilhas até  Roberto Gurgel , Procurador Geral da República afirmar que as denúncias contra o Sr. Calheiros são “extremamente consistentes” e, já foram apresentadas ao STF , estando, por isso mesmo, resguardadas por segredo de justiça.

Um fato é óbvio. Há um crime sendo investigado contra um senador da República que quer ser presidente do Senado cuja eleição ocorrerá nesta sexta-feira dia 1º de fevereiro. Isso é absolutamente intolerável se não fosse um completo achincalhe de nossas instituições.

A lista de falcatruas do Sr. Calheiros é longa. Nem bem deixou o senado explodira outro escândalo agora sobre a compra de estações de rádio por meio de “laranjas”.

Isso sem falar da acusação de tráfico de influência junto à Schincariol na compra de uma fábrica de refrigerantes, na espionagem de parlamentares da oposição, na participação em um esquema de desvio de verbas públicas em ministérios do PMDB e da apresentação de notas frias em nome de empresas fantasmas para a comprovação de rendimentos...

A boa notícia é a mobilização da sociedade. Tempos novos esses das mídias sociais e da instantânea indignação popular que passa a contar agora com um poderoso instrumento de pressão. 

Mais de 54 mil assinaturas já compõem o abaixo-assinado pela eleição de um “ficha-limpa” no Senado. A meta é chegar a 100 mil até sexta-feira.

O reforço de várias ONGs cujo trabalho é denunciar a corrupção na política levou ao gramado defronte ao Congresso Nacional 81 vassouras, baldes e panos de chão.

A “instalação” tem a finalidade de expor aos 81 senadores  sua responsabilidade para com a nação. São eles que ,em última instância ,permitirão ou não que os represente como o terceiro homem na escala de poder da República um elemento com tal ficha corrida.



Grande abraço.

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