QUANDO O FEITIÇO VIRA CONTRA O FEITICEIRO.

Ontem, dia 6, fui ver  o musical Wicked (Enfeitiçado) , na Broadway. Espetacular como só os americanos sabem fazer. O tema não poderia ser mais atual neste momento de campanha presidencial nos Estados Unidos e municipal no Brasil. Trata-se, em última análise, da aceitação das diferenças quer sejam elas de cor ou ideias. Por aqui as TVs divulgam a toda hora os detalhes da guerra ideológica que está dividindo os estadunidenses:  o democrata Obama versus Romney, republicano ( que aqui significa ser conservador, diferentemente do que pregam certos políticos brasileiros sobre o que devam ser os ideais republicanos).

Wicked é a história do período anterior que deu origem a outra história: a do “ Mágico de Oz”. Os mais maduros devem se lembrar de Judy Garland como a menina Dorothy que se perde do caminho de casa e vai parar em uma terra estranha onde encontra um leão covarde, um homem de lata que não tem coração e um espantalho. Tudo isso permeado com bruxas boas , e más como aliás devem mesmo ser as feiticeiras já que representam nossas características humanas mais recônditas.
Pois bem, em Wicked temos dois personagens centrais. Ambos  são bruxas  que aprendem os meandros da profissão como o fizeram Harry Potter et al na Escola de Hogwarts. A mais interessante é Elphaba, pois além de ser verde como um abacate é inteligente e sensível como os gênios deveriam ser. Seu alter ego, é Glinda: por fora uma lourinha estabanada e histriônica, por dentro um ser cheio de insegurança e necessidade de contínua aceitação pela humanidade em geral.
Como acontece nos contos de fadas politicamente corretos, o galã, que aceita ser uma peteca nas mãos da loirinha, apaixona-se pela garota cor de espinafre que também tem superpoderes inesperados como uma criptonita ambulante.

No meio disso tudo conhecemos a verdadeira personalidade do tal Mágico de Oz, um pilantra que não tem poder algum e é um tremendo aproveitador do talento alheio, do qual tenta se apropriar para obter vantagens inconfessáveis. Poderia fazer carreira política em Brasília ou  Washington.

Um dos momentos mais impressionantes do show é o final do primeiro ato no qual Elphaba se revela uma feiticeira poderosa e ascende aos céus com sua vassoura deixando o populacho mesmerizado a seus pés. Lembrei-me de nosso poderoso bruxo da justiça, o ministro Joaquim Barbosa varrendo o atrOZ mensalão para a lata de lixo da história.
A política, assim como a feitiçaria, pode conduzir a resultados imprevisíveis. Os políticos esquecem que seu poder vem do povo e é em prol  deste que deve ser usado.
Muitos escolhem o descaminho do mal e se apoderam indevidamente, em benefício próprio, dos tesouros que deveriam  ser investidos no desenvolvimento da nação e de seus cidadãos.
São cegos  pelas luzes  peçonhentas de um mundo fictício onde nada é o que parece ser. O único antídoto conhecido, para afastar os nefastos  e enganadores magos  atrozes  da política está nas urnas eleitorais . O resto é feitiçaria barata.
Bom fim de semana a você, caro leitor.
Elphaba, voa com sua vassoura. Final do 1o. Ato de "Wicked".
 
 

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