PARA VEREADOR VOTE NO ZÉ DO VIADUTO.

Ninguém dá pelota para eleição de vereadores. Aliás, ninguém parece ter interesse sequer no que faz um vereador. Para muitos, este cargo deveria ser banido das esferas representativas por sua absoluta irrelevância.
Cuidado! A reboque dessas crenças disparatadas se oculta um erro de interpretação mais perigoso do que o bote de uma surucucu.
A origem do termo é controversa. O dicionário Houaiss informa que o termo vem do Português arcaico “verear” que quer dizer legislar ou administrar. Outros autores defendem que se trata da contração da palavra “verificador”. Assim um vereador é aquele que verifica se o bem público está sendo devidamente cuidado e vigiado. Há ainda quem ache que o termo vem de “veredus” que em Latim significa “ver as ruas”.
Seja como for, cabe ao vereador fiscalizar o trabalho do executivo (no caso o Prefeito, que vem do Latim  praefectus = aquele que está à frente, chefe). Segundo a Constituição de 1988 a função existe para:
a. Fiscalizar e julgar as contas do Executivo
b.  Elaborar a Lei Orgânica do Município ( uma espécie de Constituição da Cidade)
c. Legislar sobre assuntos de interesse local
Não é pouca coisa. Para isso se necessita de pessoas honestas e competentes com pelo menos alguma formação administrativa ou na pior das hipóteses, capazes de discernir sobre o que é importante e factível para o bem da comunidade em geral.
O que vemos nos programas do TRE é um batalhão de indivíduos de nomes exóticos cujo linguajar sugere uma visível dessintonia com a complexidade do mundo moderno. Estariam mais adequados para o trabalho em funções outras que não abrangessem o elevado grau de responsabilidade que a vereança demanda.
A maioria dos candidatos usa a estratégia de se apresentar ao eleitor com uma alcunha que indique sua atividade, profissão ou origem. Ao analisarmos seus currículos nos deparamos com níveis de instrução formal totalmente inadequados às tarefas que deverão executar na Câmara Municipal para dizer o mínimo.  
Os candidatos para a Câmara de Curitiba, cidade onde tenho meu domicílio eleitoral, não poderiam ser mais “didáticos” quanto ao que podem oferecer à comunidade a partir de seu background pessoal, já que  é assim que se apresentam. Vejam vocês alguns epítetos:
Nome de Guerra
Partido
Linguiça do Circo
PSC
Tia do Doce
PRP
Barão da Kombi Verde
PMDB
Jajá Pra Melhora Corneteiro
PSL
Tibúrcio da Plateia do Faustão
PR
Adalmo Homem do Colchão
PV
Arlete Mãe do Guilherme
PSC
Ivan do Nhoque
PPS
Dartagnan do Mega Feirão
PV
Neguinho do Gás
PSDC
Ana do Salão
PSL
JJ da Nossa Cauma (assim mesmo) Brasil
PT do B
Popular Animal
PRP
Maurício do Carreto
PRP
Mestre Pop
PSC
Pai Israel
PC do B

A lista é muito maior indicando que o potencial de dano à sociedade pode ser de magnitude máxima. Fica muito difícil acreditar que gente com essa experiência de vida possa entregar ao município algum benefício através de um trabalho profissional e competente.

Os atuais vereadores, em quase sua totalidade, por não serem fiscalizados pelos seus eleitores, cometem toda sorte de ilegalidades e de práticas antiéticas. Quando não o fazem, investem seu tempo na proposição de leis e ações inóquas e dispensáveis.

Estatísticas de 2009 a 2012 revelam que cerca de 60% das proposições se referem à concessão de títulos de cidadania honorária, nomes de rua, declarações de utilidade pública e indicações para prêmios criados pela própria Câmara. Os projetos mais relevantes constituem não mais que 30% da pauta.

Tudo isso ao elevado custo de R$ 13,5 mil mensais de "subsídios" ( a vigorar em 2013) para cada um desses funcionários da municipalidade. 

Para sua informação, o índice de faltas é elevado e cerca de 80% delas são abonadas respaldadas por forte e histórico corporativismo.

Em Curitiba, dos 38 vereadores atuais, 35 são candidatos à reeleição. Três perderam seus mandatos por algum tipo de delito grave (João Cláudio Derosso -sem partido, Paulo Frote-PSDB e Denilson Pires-DEM).

Claro que há exceções! Mas, contam-se nos dedos. A fiscalização dos edis é trabalho fácil. Basta acessar o site de sua Câmara Municipal e pesquisar suas realizações (ou a falta delas). 

Enquanto a sociedade aceitar que a política seja encarada como algo destinado aos malfeitores, inescrupulosos, oportunistas e ignorantes (por mais bem intencionados que sejam) e o que é pior, votar neles, não restará ao nosso país outra alternativa senão orbitar nos círculos mais periféricos da civilização.
A propósito, você já escolheu o seu representante à Câmara Municipal?
Grande abraço e excelente fim de semana.

De brinde pra você:

1. PARA CHORAR DE RAIVA....


2. RIR PARA NÃO CHORAR ...




 
 

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