NOVA IORQUE É A CIDADE QUE QUEREMOS TER.

Nova Iorque é a capital do mundo. Nenhuma outra metrópole é tão superlativa quanto ela nos três “C” que definem a atratividade de um destino turístico: Cultura, Compras e Comida. Mais de 150 espetáculos diferentes estão em cartaz dentre musicais, teatro dramático, comédias, óperas e balés. Para vê-los você teria que ficar na cidade quase cinco meses e sentar-se na plateia todos os dias.

Se não todas, quase todas as comidas do mundo podem ser saboreadas em Nova Iorque. Diz o Trip Advisor que a cidade (que não é só Manhattan e engloba cinco distritos) possui exatos 7.679 restaurantes. Se esse número for real vale dizer que alguém que comesse fora todos os dias passaria 21 anos de sua vida sem repetir uma mesa.
Tá com saudade de comida brasileira? Só na Rua 46 (chamada de Little Brazil) você encontra  cinco restaurantes .

Mas é no quesito “Compras” que a cidade extrapola todos os limites. E não estou falando apenas dos gigantescos shoppings de descontos nos arredores da cidade. Você pode comprar camisetas Armani legítimas por 20 dólares  no SoHo. Homens e mulheres de todas as idades e classes sociais têm à sua disposição uma variedade de produtos, estilos, tamanhos e preços de deixar os mais centrados a ponto de um descontrole financeiro letal. Fica muito claro perceber a exorbitância do preço de nossas roupas ao olhar as vitrines das lojas. Comprei um paletó de lã de qualidade na Macy´s ( a maior loja de departamentos do planeta) por inacreditáveis 65 dólares (R$ 130,00). No Brasil custaria pelo menos o triplo.

É aí que sentimos no bolso a crueldade de nosso sistema tributário, a precariedade de nosso parque fabril, a tibieza de nossa força produtiva, a mentalidade jurássica de nossos políticos e o arcaísmo de nossa legislação trabalhista. Tudo isso somado e com o concurso de mais alguns ingredientes institucionais arraigados que produzem a letargia paternalista autodestrutiva em que vivemos resulta naquilo que se convencionou chamar de “Custo Brasil”, certamente muito maior do que podemos cogitar.

Apesar de hoje sermos um país mais respeitado e atraente do que no passado recente, nossos números de turismo receptivo internacional são periféricos. Em 2011, segundo o IBGE, recebemos 5,4 milhões de visitantes estrangeiros, um verdadeiro recorde. Só o Central Park de Nova Iorque recebe por ano 35 milhões de turistas.

Uma das melhores respostas que se tem notícia sobre a internacionalização da Amazônia foi dada na época pelo ex-governador do Distrito Federal , Cristovam Buarque. À pergunta de um estudante que queria extrair dele uma defesa humanística dessa ideia maluca, Buarque contestou que se isso fosse feito os Estados Unidos também deveriam contribuir com sua cota humanista internacionalizando Nova Iorque toda, já que a cidade além de ser a sede das Nações Unidas devia ser considerada como um patrimônio da humanidade.

A Amazônia (felizmente) não foi internacionalizada. Mas, ao contrário do que os ativistas americanos provavelmente imaginam, Nova Iorque já foi invadida pelos brasileiros de modo irreversível. Nossos compatriotas estão por toda a parte e como somos tão diversos quanto os próprios americanos, de onde menos se espera lá se ouve o Português falado em todos os seus sotaques.

No hotel em que fiquei (The Hotel at Times Square) o qual especialmente recomendo por seu custo-benefício, localização, farto café da manhã incluído na diária e internet  grátis tremula altaneira uma bandeira do Brasil ao lado da estadunidense. O motivo? 80% dos hóspedes são brasileiros. Nesse ritmo, em breve o IBGE deverá incluir a cidade nas nossas estatísticas...

posts parecidos

Destaques

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.