HARVARD E A NOVA GERAÇÃO DE NEGOCIADORES.

A Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, EUA é uma das três melhores do planeta em qualquer classificação que se tenha em mente. Várias vezes foi escolhida como a número 1. Na última listagem da World Business University - 2011 está na segunda colocação atrás da Universidade de Cambridge, Inglaterra.

Fundada em 1636, foi a primeira instituição a empregar o método de “estudo de caso” (também conhecido como socrático) no qual os alunos analisam uma determinada história (geralmente real) e se dedicam a propor soluções possíveis para a situação em foco.

Harvard também foi a primeira universidade do mundo a criar um consórcio dedicado exclusivamente ao estudo e à prática da negociação e resolução de conflitos. A nova forma de abordar cientificamente esta área do comportamento humano recebeu a denominação de PON - Program On Negotiation, fundado em 1983 dentro da prestigiada Harvard Law School.

Não há nada semelhante no mundo acadêmico. Para você, leitor, ter uma ideia da abrangência e qualidade deste programa, saiba que ele parte do pressuposto que negociar é uma “arte tanto quanto uma ciência”  e por isso requer o concurso de um conjunto de competências que vão da neurociência à antropologia. Qual a instituição neste mundo de vaidades  prega como princípio “estar comprometido com o desenvolvimento da próxima geração de negociadores” quer sejam eles acadêmicos, profissionais liberais, homens públicos ou empreendedores ?

Estou em Harvard fazendo o curso de negociação com gente de todos os continentes. Só de brasileiros somos dez! O país que mandou mais alunos (fora os Estados Unidos) foi a Nigéria: uma verdadeira comissão africana. Dentre outros países , representantes de Suécia, Índia, Nepal, Alemanha, Dinamarca, Colômbia, China, Canadá, Marrocos, Suíça, Tailândia, Omã, Portugal compartilham suas visões de mundo, diligentemente formatadas ao longo de séculos.

Esta babel de línguas e culturas tem um só objetivo: aprender a negociar melhor o que para Harvard significa: respeito ao outro, o profundo entendimento de suas demandas e a busca de um acordo que seja traduzido em valor consistente para ambas as partes.

Esse é um desafio mesmo para as próximas gerações que já nasceram globalizadas pelo conhecimento instantâneo livremente disponível sem fronteiras e integradas pelas mídias sociais. Fica difícil, para alguém de minha idade, e com meu background , acreditar que nossa sociedade possa mudar séculos de postura autoritária e egocêntrica baseada na crença do “manda quem pode e obedece quem tem juízo” assim, de repente. Atingir este nirvana comportamental é missão para quem hoje tem vinte anos de idade...

As formas de conduta cristalizadas até agora, definitivamente serão não mais que um arcaísmo exótico para as gerações futuras as quais, esperamos, entendam o planeta como uma grande comunidade repleta de  oportunidades e riquezas que devem e podem ser compartilhadas para o bem de todos. Será como tornar realidade a música “Imagine” do filósofo John Lennon (1940-1980).

Envio a todos vocês meus melhores votos de um excelente fim-de-semana.

Este foi meu professor na abertura do Programa...
Guhan Subramanian.

 

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