PARECE, MAS NÃO É...

Desde que o mundo é mundo o homem tenta desesperadamente criar uma sociedade na qual as normas de conduta sejam minimamente aceitáveis pela maioria.
Imagino que nossos antepassados das cavernas bramiam tacapes quando seus pares avançavam em bens que não lhes pertenciam. A continuidade de atitudes reprováveis certamente motivou a criação de normas tácitas que deveriam ser observadas pela comunidade em geral. É de se supor que estas leis incipientes foram propostas pelos indivíduos mais sábios ou com o bom-senso mais desenvolvido.
Àqueles que não se submetiam aos procedimentos acordados pela maioria sofriam as consequências que podiam até culminar na expulsão do grupo ou na própria morte.
Com o passar dos séculos (porque estas coisas demoram mesmo) as normas foram sendo aperfeiçoadas, o direito de defesa passou ser considerado e as punições tornaram-se mais adequadas ao contexto com a devida proporcionalidade em relação aos atos praticados.
Foram séculos e séculos de experiências, progressos, retrocessos, usos e costumes que desembocaram no que hoje é conhecido como ordenamento jurídico das nações.
No Brasil Colônia, o Direito aplicável era composto basicamente de “Ordenações” publicadas pelos reis de Portugal em diversas épocas sendo a mais antiga datada de 1480.
Conhecemos nada menos que sete Constituições sendo a primeira de 1824 e a última  e atual promulgada em 1988. Ou seja: normas, procedimentos e  leis não são exatamente algo de novo neste país. E, todos sabem que desconhecer a lei não isenta o cidadão, seja ele quem for, de punição pela consumação de ilicitudes.
Se em uma empresa pequena o dono compactua com o crime, certamente não terá moral para exigir uma conduta ilibada de seus funcionários. Assim acontece também nas grandes corporações. Se o presidente ignora o código de conduta da empresa ou pratica atos desconectados daquilo que se convencionou chamar de Missão, Visão  e Valores Corporativos, a cultura organizacional é irremediavelmente impactada.
Presidentes da República representam os mais elevados valores de uma nação (ou pelo menos deveriam). Eles constituem a “matriz de identidade” da sociedade. São reverenciados ao demonstrarem irrestrito cumprimento às leis, colocadas acima de qualquer interesse individual ou partidário. Do mesmo, modo caem em desgraça quando, pegos nos desvãos de atos antiéticos, enxovalham a Carta Magna que juraram defender e observar.
O senso comum nos diz que presidentes não são santos em qualquer parte do planeta. Mandatários de todo o espectro político ou sistema de governo já produziram escândalos de variáveis intensidades. Poucos são aqueles que encarnam a persona de um verdadeiro estadista.
Mas não há nada mais constrangedor do que os  que se apresentam como lobos em pele de cordeiro. Repetimos ad nauseam que “à mulher de César não lhe basta ser honesta tem que parecer honesta”. Apesar do batidíssimo clichê não encontro outra analogia melhor para caracterizar como deveria proceder presidentes e políticos em geral.
A memória dos eleitores é curta. Por isso os políticos se permitem a prática dos atos mais vergonhosos alguns dos quais de tão rasteiros nos causam estupefação.
Ficamos sabendo pela mídia que a Justiça Federal determinou no dia de hoje, 5 de julho de 2012, a suspensão imediata do passaporte diplomático concedido a Luís Cláudio Lula da Silva , filho do ex-presidente Lula. O Ministério Público considerou que a emissão de tal documento, efetuada em dezembro de 2010 não somente constitui ilegalidade como atenta contra os interesses do País.
Claro que o Lula-pai sabe que não se pode dar passaportes diplomáticos a quem a ele não se credencia. Isto, por si só, já é uma aberração. Mas, apostar no esquecimento dos órgãos republicanos e compactuar com o acobertamento ,por dois anos, deste  odioso e descabido privilégio é simplesmente repugnante.
A estória é ainda mais canhestra ao ser divulgado que a família Lula tinha em seu poder mais seis passaportes ilegais (de quatro filhos e três netos). Mas, o único ainda não devolvido é o de Lulinha. Se não o fizer em cinco dias corre o risco de ter em sua porta a Polícia Federal com um mandato de busca e apreensão. 

Frustrante e triste. Tudo parecia ser diferente mas ,definitivamente, não é!

Bom fim de semana a  você, leitor.


DE BRINDE PRA VOCÊ:
Veja o vídeo caseiro do cidadão Daniel Fraga. É... os tempos estão mudando... só certo tipo de político ainda não se deu conta.

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