AGIR COMO DONO DO NEGÓCIO: O NOVO ESTILO DE GESTÃO.

Joni Galvão e Eduardo Adas são primos e sócios da SOAP- State of the Art Presentations ou “Apresentações no Estado da Arte”, uma empresa brasileira especializada na comunicação inovadora de ideias. Joni é fascinado pela inovação. Eduardo, pragmático como todo engenheiro, tem na visão estratégica sua principal competência. Em 2003 criaram a empresa que hoje é referência internacional com clientes do porte da Microsoft, L’Oreal, Portugal Telecom, Accenture e escritórios em Lisboa e Nova Iorque. Frase corporativa “O segredo é a reinvenção”.

Robinson Shiba formou-se em odontologia. Ao visitar os Estados Unidos conheceu muitos lugares que vendiam comida chinesa “para viagem” em caixinhas. Teve o insight de criar um modelo de negócios semelhante quando voltasse ao Brasil. Em 1992 pegou todas as suas economias e abriu seu primeiro “delivery” em São Paulo denominado “China in Box”. Hoje, é a maior rede de entrega de comida chinesa da América Latina com mais de 130 unidades no Brasil e 5 no México. Slogan “Você vai pedir de novo”.

De Steve Jobs ao brasileiro Mike Krieger (26 anos, um dos criadores do Instagram vendido por 1 bilhão de dólares ao Facebook), de Eike Batista ( o oitavo homem mais rico do planeta) ao misterioso Sr. Humberto proprietário dos “Sonhos Alfa” (um carro que passa anunciando a venda de sonhos de nata, doce de leite e goiaba, pelas ruas de Curitiba. Quem é de lá sabe do que eu estou falando) os empreendedores têm em comum as mesmas características:
a. “Ousadia e capacidade de mobilizar recursos econômicos para áreas de maior produtividade e retorno” . Assim definiu o economista francês Jean-Baptiste Say (1767-1832)no início do século 19.
b. Revolucionário  do processo criativo-destrutivo do capitalismo”. Conceituou Joseph Schumpeter(1833-1950). Austríaco, um dos maiores economistas do século 20, o primeiro a considerar a inovação como “ato empreendedor”.
c. Visionários que aproveitam oportunidades para gerar mudanças... A  melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”.  Declarou Peter Drucker ( 1901-2005). O pai da administração moderna.
d. “Os propulsores da criação dentro das organizações  são os intra-empreendedores... Um profissional não precisa abandonar seu emprego para tornar-se um empreendedor”. Escreveu Gifford Pinchot III (1944-). Consultor estadunidense que em 1985 usou pela primeira vez a expressão “ intra-empreendedor” para designar os profissionais que promovem inovações dentro das organizações.
e. Proatividade individual exacerbada... “Aprende, pensa e age por conta própria com criatividade, liderança e visão de futuro.”- Fernando Dolabella”. Consultor e professor da Fundação Dom Cabral, um dos mais conceituados autores brasileiros sobre empreendedorismo.
O perfil do empreendedor: as competências “TOP 10”.
1.
Paixão pelo que faz. Atitude contagiante e inspiradora que move montanhas.
2.
Visão empreendedora. Ver o que ninguém percebe. Enxergar o futuro. Ter insights e intuições poderosos.
3.
Criar oportunidades. Antecipar-se aos fatos. Converter o impossível no possível. Transformar dificuldades em projetos inovadores. Ter visão positiva do mundo e de si mesmo.
4.
Coragem de arriscar. Começar do zero. Enfrentar o desconhecido. Duelar com as incertezas. Não temer barreiras e rejeições.
5.
Perseguir resultados. Estabelecer objetivos e metas mensuráveis e desafiadoras. Planejar e monitorar. Saber contornar imprevistos e dificuldades. Ter foco.
6.
Mobilizar pessoas e recursos. Liderança aglutinadora. Energizar equipes. Delegar tarefas. Reconhecer, valorizar e premiar.
7.
Disciplina processual. Saber superar cada etapa do processo inovador com eficácia. Perseverança. Determinação. Se uma porta se fecha, entrar pela janela.
8.
Vender ideias e negociar possibilidades. Respeitar posições antagônicas. Adaptar-se às situações imprevisíveis. Flexibilizar suas certezas. Adotar atitude “Ganha-Ganha”.
9.
Compartilhar conhecimentos. Entender sentimentos e emoções. Aprender com as pessoas e situações.
10.
Celebrar coletivamente o sucesso! Ter a sabedoria e a humildade de reconhecer que o êxito é sempre um produto coletivo e como tal, deve beneficiar a todos.

O Brasil possui uma inegável vocação empreendedora. São 15 milhões de brasileiros batalhando em negócios próprios o que nos coloca na terceira posição dentre as nações mais empreendedoras do mundo, atrás somente da Índia (76 milhões) e Estados Unidos (20 milhões) segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade.
O Núcleo de Estudos e Pesquisas do Sebrae, divulgou em 2011 que a taxa de sobrevivência de empresas no Brasil após dois anos de sua abertura é de 72 % - bem  superior às de países como Holanda (50%), Itália (68%) e Espanha (69%).
Entre os membros do G20 ( grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a  União Europeia), o Brasil é o terceiro ambiente mais favorável ao empreendedorismo, atrás somente de EUA e China.

O efeito “Blu”
 “Blu” é uma ararinha azul, nativa do Brasil, mas criada em cativeiro nos Estados Unidos onde foi parar pelas mãos de contrabandistas. Por artimanhas da sorte, ela escapa e é adotada por uma jovem bem intencionada e amante dos animais.  Após anos e anos vivendo em um ambiente totalmente distinto do seu, Blu, mesmo tendo no seu DNA a competência para voar, não consegue desenvolvê-la. Faltam-lhe os desafios do meio-ambiente e a vontade de sua dona.
 Incrível! Uma arara que não sabe voar. A partir deste fato engenhosamente roteirizado pelo brasileiro Carlos Saldanha o excelente desenho “Rio” se desenvolve. Saldanha é diretor-executivo da Blue Sky Studios e produziu os sucessos “A Era do Gelo 1,2 e 3” e “Robôs”.
Essa é uma parábola que cabe como uma luva no mundo corporativo. Claro fica que o empreendedorismo é bem mais fácil em uma cultura e ambiente favoráveis, assim como é mais fácil voar em um céu de brigadeiro do que sob os trovões da tempestade.
Entretanto, o verdadeiro espírito empreendedor não se abate diante de adversidades. Sempre haverá nas empresas presidentes voluntariosos, diretores autoritários e gestores descomprometidos. Isto faz parte do jogo. O intra-empreendedor segue em frente apesar de tudo. Para ele não há o que o desmotive. As mazelas organizacionais não são impedimento para a inovação. O verdadeiro empreendedor é aquele que age como se fosse o “dono do negócio”.

 Responda:
1. Quanto do seu tempo você dedica para pensar em oportunidades empreendedoras?
2. Atitudes empreendedoras podem coexistir com culturas conservadoras?
3. O que você está esperando para começar a agir como “dono do negócio”?
Grande abraço e ótimo final de semana.

Conheça a visão empreendedora de Robinson Shiba, dono da CHINA IN BOX.

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