VOCÊ SABE O QUE REALMENTE SIGNIFICA COMPETÊNCIA? O MINISTRO DA PESCA NÃO SABE.

Se a Presidente Dilma  tivesse pedido a opinião de qualquer pessoa na rua, qualquer uma, sobre o que ela deveria fazer para escolher um novo ministro da pesca, tenho a certeza de que a resposta seria : escolha um que, pelo menos, entenda do negócio.  Concordo que pedir que o cara fosse  honesto já seria demais.

O senso comum diz que não se entrega um trabalho importante para alguém que não saiba fazê-lo.  A pessoa pode até não ser um especialista, mas tem que ter, pelo menos, um mínimo de competência. No governo deste e de muitos países tivemos pessoas à frente de pastas importantes e que não tinham a formação acadêmica coerente com os assuntos a serem tratados. Lembra do Palloci? Era médico e foi Ministro da Economia do Lula. O Secretário da Agricultura dos Estados Unidos (equivalente a ministro no Brasil), Tom Vilsack é advogado. O Ministro da Agricultura da Índia, Shri Sharad Pawar, é graduado em  uma Escola de Comércio sem maiores láureas.
Até aí tudo bem. Instrução formal é uma coisa, competência em gestão, outra.
O Brasil nunca alocou à Pesca a importância que ela certamente merece – até pelo fato de que temos um dos maiores litorais do planeta e recursos hídricos idem.
Ao longo de nossa história administrativa tivemos inúmeros órgãos para tomar conta da pesca. Os mais velhos talvez se lembrem da SUDEPE – Superintendência do Desenvolvimento da Pesca. Morreu em 1989 e ninguém jamais lamentou o fato. Os negócios da pesca sempre estiveram dentro da órbita do Ministério da Agricultura. É assim na China, o maior produtor de pescado mundial, do Peru o segundo maior e da Índia o terceiro maior. Pergunte se o Obama tem algum Ministro da Pesca? Não tem. Os EUA são o quinto maior produtor de pescado do planeta. Mesmo países  reconhecidamente competentes nesta indústria como Noruega- o maior produtor mundial de salmão não possuem um Ministro da Pesca.
Esse exotismo foi inaugurado no governo Lula como forma de expandir as benesses dadas aos partidos políticos e na mesma proporção os gastos desnecessários com a incompetência e o oportunismo. Segundo o Ministério do Planejamento, durante a gestão Lula, o número de funcionários da União aumentou 204 mil (o equivalente à cidade paulista de Presidente Prudente ) e os gastos com pessoal pularam de R$ 75 bilhões em 2002 para 180 bilhões em 2010 ( gastamos com pessoal o equivalente ao PIB da Nova Zelândia).
O tal Ministério da Pesca e Aquicultura gasta por ano R$ 7 milhões só em aluguel de um prédio de 14 andares para acomodar cerca de 400 funcionários.
Já passaram por esse ministério gente com currículos variados e os resultados que entregaram ao país foram absolutamente irrelevantes ( o Brasil continua ocupando a vergonhosa posição número 18 dentre os países produtores de pescado a despeito de nosso enorme potencial ).

 Senão vejamos: José Fritsch,  o primeiro ministro, formou-se em Estudos Sociais pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. Altemir Gregolin , o segundo, é veterinário e tem mestrado  em desenvolvimento agrícola pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ideli Savatti , a terceira, é licenciada em Física pela Universidade Federal do Paraná. O último, Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira possui apenas o ensino médio, mas foi Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis e pertence, obviamente, aos quadros do PT ( isso parece ser muito mais importante do que competência técnica como todos  sabem).
Dilma poderia, se quisesse, mudar esse jogo. Em primeiro lugar eliminando este ministério e subordinando-o ao Ministério da Agricultura. Economizaríamos dinheiro dos impostos e usaríamos sinergias técnicas e administrativas.  Já que isso não aconteceu, ela poderia ter, pelo menos ,escolhido alguém com inquestionável competência técnica já que os ministros anteriores não nos legaram nenhum resultado digno deste nome.
Marcelo Crivella , é engenheiro civil pela Faculdade de Engenharia Civil de Barra do Piraí (atual Centro Universitário Geraldo Di  Biase). Ao tomar posse ao invés de falar de planos para o ministério preferiu lançar aos céus uma oração pedindo  ajuda a Deus para que seu novo posto de trabalho ficasse à salvo da corrupção. Primeira demonstração de total desconhecimento sobre seu papel como gestor. É a ele que cabe o controle das estratégias e práticas administrativas de seu ministério e não a Deus que certamente tem coisas muito mais importantes a cuidar.
Pois bem, competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que geram resultados medidos em relação a indicadores pré-estabelecidos.
Julgue você mesmo e decida se alguém competente passou pelo Ministério da Pesca.
Para você, meu caro leitor, uma semana de muito sucesso!

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