LÁGRIMAS DE JACARÉ NÃO MUDAM UM PAÍS.

Na “Carta ao Leitor” da Revista Veja que está circulando nesta semana sob o sugestivo título “CHORE POR NÓS, PRESIDENTE” ficamos sabendo que mesmo contando com inacreditáveis 70% de parlamentares da chamada base aliada a Presidente Dilma não quer ou não pode (ou talvez as duas coisas juntas) colocar em votação projetos que realmente nos colocariam no elevado patamar das nações verdadeiramente desenvolvidas.

Até os camelôs sabem que o Brasil precisa de reformas estruturais urgentes nas Leis Trabalhistas, nas Leis Tributárias e nas Leis Eleitorais.

Seria ingênuo pensar que tal agenda faça parte deste governo ou mesmo de qualquer outro. Não faz e nem fará.

Em um Estado democrático, as leis são votadas pelos deputados e como você sabe boas leis levam o país pra frente. Más leis, como grande parte daquelas que precisam ser mudadas, paralisam o país ou nos levam ao porão da irrelevância mundial.

Para se ter boas leis é preciso ter bons legisladores (deputados e vereadores). O nosso sistema de escolha para os representantes às Câmaras Federal, Estadual e Municipal é obtuso, ineficiente e facilitador da corrupção. Explico:

a. Os deputados e vereadores são eleitos pelo voto proporcional ou seja: os partidos ganham cadeiras nas câmaras em proporção ao número de votos que seus candidatos recebem em um determinado estado ou cidade. Se por acaso um candidato é eleito com um número muito grande de votos, esses votos vão ajudar também a eleger outras pessoas do partido dele em quem você não votou. Vide o caso “Tiririca” que com seus 1.348.295 votos carreou para o Congresso mais três deputados de sua legenda pela prática legal, mas espúria da transferência direta do voto.

b. Os eleitores não se interessam pelo processo político e fazem do voto uma “obrigação irresponsável”. Pesquisas indicam que 70% dos eleitores não se lembram em quem votaram três meses após a eleição. A partir do instante que se veem eleitos, os políticos também se “esquecem” de suas promessas e tudo fica por isso mesmo.

c. Já que os políticos não têm que prestar contas a ninguém a maioria deles se dedica apenas a seus próprios e inconfessáveis interesses em maquinações escabrosas que lesam o bolso dos contribuintes e lhes garantem vida tranquila para si e seus descendentes.

Mas isso não precisa ser assim. O Brasil discute há décadas outras formas de eleição dentre as quais a baseada no “Voto Distrital”. Por esse sistema o país, estados e municípios seriam divididos em distritos. Cada distrito teria um número de habitantes equivalente. E, veja que fantástico! Cada partido só poderia indicar um candidato apenas por distrito. E, obviamente, cada distrito só elegeria um único representante pela maioria dos votos.

Com isso a coisa toda muda... Para melhor. Muito melhor!
Os partidos serão finalmente obrigados a apresentar à sociedade quadros de qualidade já que os candidatos ao concorrerem em uma área geográfica restrita serão fatalmente conhecidos de seus eleitores os quais os escolherão (ou não) por suas propostas e ideias.

O candidato eleito em seu distrito será fiscalizado de perto pelos eleitores diminuindo suas chances de “mal-feitos”. O custo das campanhas políticas, sugadoras de dinheiro sujo e de origem desconhecida, cairá dramaticamente já que um candidato não precisará fazer-se conhecer em todo um Estado, ficando restrito ao seu “distrito”.

Independentemente de seu tamanho ou força política, um partido para eleger um candidato terá, necessariamente, que apresentar gente competente que possa atrair eleitores para seus programas partidários. Será o fim de coligações franksteinianas que produzem aberrações ideológicas do tipo “Lula-Sarney”ou “Dilma-Collor”.

Orjan Olsen, estatístico e um dos mentores do movimento “Eu voto distrital” fez uma simulação de como ficaria o Brasil sob esse novo formato eleitoral. O partido que mais perderia seria o PT o que explica o fato de sua ojeriza ao projeto e todos os esforços para que o mesmo jamais seja votado e se o for que seja totalmente desfigurado. Afinal de contas a “companheirada” não pode largar o osso e deixar de sugar o tutano até o cerne.

A maioria dos países desenvolvidos utiliza o modelo do voto distrital em alguma de suas variantes como, por exemplo: Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e outros.

Fica muito fácil saber quem é contra o voto distrital. Grupos sectários, ideólogos ultrapassados, prepostos das oligarquias, corruptos dissimulados, larápios compulsivos, sindicalistas mal-intencionados, defensores das “causas populares”, energúmenos inescrupulosos, bobos da corte, inocentes inúteis, seitas religiosas manipuladoras, empresários sem ética e assemelhados.

É de estarrecer a cara de pau dos integrantes do PR (Partido da República) que hoje, através de seu porta-voz o senador Blairo Maggi –MT declararam o rompimento com o governo Dilma. O motivo? A não reposição do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, afastado por denúncias de corrupção explícita. É esse o Congresso que temos!

O movimento “Eu voto distrital” organizado por pessoas que como eu e você querem um país melhor, precisa de assinaturas para encaminhamento desta proposta ao plenário do Congresso.

Acesse o endereço eletrônico http://www.euvotodistrital.org.br/, e assine a petição que será enviada aos parlamentares em Brasília. O Brasil tem jeito. Basta você fazer a sua parte.

Grande abraço!
Veja o vídeo "EU VOTO DISTRITAL"



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