VAMOS AJUDAR A PRESIDENTE DILMA NA REFORMA MINISTERIAL.

Não conheço nenhuma empresa séria que contrate um diretor, ou mesmo um gerente, sem antes verificar cuidadosamente suas credenciais e competências profissionais. Se dentre as informações levantadas houver a menor suspeita de atos desabonadores pregressos o candidato está “morto”.


Hoje, é mais comum que tal posição de liderança, dada sua importância estratégica, seja preenchida com os talentos da casa, via de regra preparados para funções de alto nível através de exaustivos programas de desenvolvimento em múltiplas áreas da gestão empresarial.

Lamentavelmente, não é essa a praxe do mundo político. Já que, pelos princípios da democracia vigente, não se pode evitar que políticos intelectual e moralmente débeis exerçam mandatos elegíveis, por uma questão de bom-senso primário, pelo menos estes se deveriam assessorar de gente competente a respaldá-los e deste modo viabilizar uma eventual reeleição futura.

Até as pedras sabem que não se deve colocar um ministério nas mãos de um rematado energúmeno só porque ele pertence a uma tal de “base aliada” (figura de ficção cujo propósito é justamente o oposto do que sugere a denominação). Estes “aliados” constituem o que há de pior nas composições de governo: são tão “aliados” quanto o são ursos famintos de salmões nadando contra a correnteza para o rito de desova.

A imprensa tem noticiado que a Presidente Dilma não está propensa a fazer uma reforma ministerial digna deste nome. Uma pena! Poderia se quisesse, dar um choque de modernidade e produtividade ao se desfazer de pelo menos metade das 38 pastas atuais.

A Alemanha possui apenas 15 ministérios ( 19 com status de ministério no total). Os Estados Unidos os mesmos 15 ( 23 com tal status). Até nossa vizinha Argentina possui um número semelhante. A China com toda sua complexidade, relevância econômica e população tem tão somente 22 ministros de Estado (24 no total se incluídos mais duas pastas com status de ministério).


Não há nenhuma defesa minimamente aceitável para que o Brasil tenha 38 pastas (24 ministérios e 14 secretarias com status de ministério). Tampouco é possível gerir tal organismo nos moldes do que se faz no mundo corporativo (com planejamento estratégico, avaliação de desempenho baseado em índices e indicadores de eficácia e produtividade, reuniões de avaliação de clima organizacional para detectar eventuais desvios da missão, visão e valores, etc.).

Você acha isso uma quimera?
Saiba que desde a década de 80 do século passado muitos países já adotam o que se convencionou chamar de “New Public Management”, uma nova filosofia de gestão pública que adota os princípios da gestão privada cuja meta, em última análise é tratar o cidadão como “cliente” e fazer “mais com menos”.


Cada vez mais os países de sucesso se comportam como empresas no mundo globalizado. O exemplo mais improvável seria a China. Hoje, a verdadeira linha de montagem do planeta com estratégias claras, objetivos desafiadores e cidadãos comprometidos com o modelo através de uma fantástica máquina de desenvolvimento e capacitação humana desde tenra idade.


Enquanto isso, sob a bandeira cuja missão é “Ordem e Progresso”, ministros incompetentes e desalinhados dos ideais nacionais (creio que eles existem, nas mentes e corações dos brasileiros) malversam nossos recursos (oriundos dos impostos que pagamos) em 38 ministérios, sem o menor pudor, alijando os competentes técnicos concursados (sim, eles existem) da gestão pública (efetivamente realizada por uma camarilha de inescrupulosos cuja única credencial é estar associado a um partido político pretensamente “favorável” ao governo).

Convido-os a exigir da Presidente Dilma uma verdadeira reforma ministerial, reduzindo pela metade o número de ministérios. Não é difícil. Basta você divulgar este pedido à sua lista de amigos nas mídias sociais solicitando que eles acessem https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

Trata-se do sítio “FALE COM A PRESIDENTA DILMA”.

É assim que se pratica a verdadeira cidadania ao invés de ficarmos, como sempre, reclamando dos políticos...

Vamos nessa?

Grande abraço e uma ótima semana!

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