ATENDIMENTO PREMIUM EM VENÂNCIO AIRES.

Lembro-me bem de quando me apresentei para a seleção com vistas ao meu primeiro emprego no ano de 1973. Poucas perguntas e muitos testes. Era a época dos testes de inteligência. Hoje estes testes não são mais valorizados. Vários são os autores que consideram que não existe um só tipo de inteligência e, por conseguinte, não se pode prever o sucesso de um profissional a partir de testes de QI (Quociente Intelectual) somente.

É importante que o leitor saiba que as discussões acadêmicas sobre outros tipos de inteligência não é algo recente. Em 1920, o norte-americano Edward Thorndike (1874-1949) considerado o pai da moderna psicologia educacional, já propunha a existência da “inteligência social” definida como a habilidade de ser bem sucedido nas relações interpessoais.

 Em 1975, Howard Gardner (1943), psicólogo da Universidade de Harvard, apresentou sua teoria das “Inteligências Múltiplas” definindo as inteligências inter e intrapessoais.

Em 1985, o norte-americano Wayne Payne publica sua tese de doutorado intitulada “Um estudo da emoção: desenvolvendo a inteligência emocional”.

Foi a primeira vez que o termo aparece na literatura.  Mas, inegavelmente, foi o psicólogo estadunidense Daniel Goleman (1946- ) que deu popularidade ao termo ao publicar sua obra “Inteligência Emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente” em 1996.

Em sua outra obra Trabalhando com Inteligência Emocional (2001), Goleman diz que o QI é responsável por apenas 25% do sucesso profissional das pessoas em suas carreiras. Os outros 75% se devem a outros fatores sendo que a inteligência emocional é o que possui maior peso.

O assunto parece não se esgotar. Thomas Armstrong, um dos maiores especialistas em educação nos Estados Unidos, em seu livro Sete Tipos de Inteligência (2003), define  inteligência interpessoal como sendo a habilidade de  compreender e trabalhar com outras pessoas. As outras inteligências são: verbal, visual, musical, corporal, lógica e subjetiva.

Existem “n” definições para IE (Inteligência Emocional). Todas dizem mais ou menos a mesma coisa. Minha definição (se é que alguém já não a usou antes) é a seguinte:

 IE é a capacidade de saber usar nossos sentimentos e emoções para construir relações positivas ao longo da nossa vida.

A IE não é uma característica genética e como tal pode ser desenvolvida ao longo do tempo. Aliás, Goleman afirma que ao contrário do QI, que permanece mais ou menos o mesmo ao longo da vida, a IE aumenta com a maturidade.

A IE não difere muito entre homens e mulheres. O que ocorre é que homens e mulheres utilizam recursos diferentes para desempenhar as mesmas funções cognitivas e elas não são nem piores, nem melhores, apenas diferentes.

O fato de que as mulheres apresentam melhor desempenho nas relações interpessoais e que os homens possuem as habilidades matemático-espaciais mais desenvolvidas parece mais uma questão cultural. Enquanto os homens, por conta de sua maior força física, exercitavam estratégias e táticas para ter sucesso na caça, as mulheres usavam a comunicação para obter benefícios grupais e sociais através da argumentação e da persuasão. 

E, finalmente, possuir IE é diferente de ter competência emocional. IE é a “predisposição” que possuímos para lidar com sentimentos e emoções fruto de diversos fatores, culturais inclusive. A competência é a materialização da IE, resultado da aprendizagem contínua, da prática e da vontade de melhorar mente, coração e espírito.

Todo esse preâmbulo é necessário para apresentar-lhes o Dr. Renato Fragomeni, otorrinolaringologista residente na cidade gaúcha de Venâncio Aires ( a 120 km de Porto Alegre).

Pois bem. Estou nesse exato momento em Venâncio Aires a convite de uma das indústrias fumageiras da região. Amanheci com o pescoço inchado e dado o inusitado da ocorrência (já tive caxumba na infância) procurei um médico que atendesse pela Unimed. Indicaram-me o Dr. Renato Fragomeni. Um dos melhores atendimentos que recebi na vida!

Recepcionou-me à sala de espera com um sorriso de boas-vindas. Convidou-me a sentar. Seu consultório moderno e acolhedor. Ao invés das perguntas introdutórias (que todo médico costuma fazer) sempre ligadas ao estado do paciente surpreendeu-me indagando com interesse sobre o motivo de minha visita a Venâncio Aires. Abriu a porta para um papo agradabilíssimo sobre as características sócio-econômico-culturais da região marcadamente de colonização germânica. Fiquei sabendo que esta cidade é a campeã nacional do suicídio (estatística pesarosa que nos informa muito sobre o psiquismo dos habitantes locais). Falamos sobre as diferenças culturais entre as colonizações alemã e italiana do Rio Grande do Sul. Ele próprio descendente do ramo italiano.

A conversa sobre meu estado de saúde fluiu com muito mais facilidade. Estava feita a conexão emocional um dos pilares do atendimento Premium. É ela que estabelece a relação entre as pessoas a qual , para ter qualidade, necessita de identificação, respeito e confiança .

A investigação sobre a possível causa do inchaço foi cuidadosa e detalhada. A cada passo uma frase tranquilizadora. A linguagem utilizada em perfeito balanço entre o técnico e o coloquial.

O diagnóstico preliminar apontava para uma pequena inflamação de glândulas salivares, a priori, sem maiores consequências.

Apesar de ser eu um paciente não residente utilizando-se de um convênio médico, a consulta levou o tempo que fora necessário para que eu saísse absolutamente tranquilo quanto ao meu estado clínico.

Dr. Renato, ao final, me disponibilizou seus telefones de contato, prescreveu um antiinflamatório e solicitou que eu retornasse em dois ou três dias caso o quadro não fosse revertido.

Não pude deixar de parabenizá-lo pelo atendimento Premium. Ao que ele me confidenciou o óbvio: “Adoro ser médico. Faço o que realmente gosto e é isso que me dá prazer: atender bem meus pacientes e, se possível, ser amigo deles”.

Dr. Renato possui ambas: inteligência e competência emocional.

Daniel Goleman está coberto de razão!

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