Angola: "A" de amizade. Uma nação em busca de união.

Estive em Luanda, capital da Angola.
Antes, procurei fazer minha lição de casa recorrendo aos serviços do famoso geógrafo Sr. Google para conhecer os aspectos essenciais sobre o país. 

Os países representam a média harmônica das crenças, valores, desejos, visões e objetivos de seus habitantes. Com Angola não é diferente.
Os países ( assim como as empresas) expressam sua visão de diversos modos: alguns a descrevem como um desejo inconsciente profundo de difícil materialização tal qual  o “Ordem e Progresso” de nossa bandeira.

Outros atestam sua incredulidade a tudo que estiver fora de suas fronteiras como o “In God we Trust” ( Em Deus, nós confiamos) dos estadunidenses. Alguns exteriorizam sua índole orgulhosa como o “Plus Ultra” ( Mais Além) estampado no pavilhão espanhol.
Angola comunica aquilo que aprendeu ser-lhe extremamente caro após anos de guerra civil  “ Virtus Unita Fortior” (A unidade dá a força).

Não vou falar das coisas que já são conhecidas sobre Angola: a sua desigualdade social e o custo de vida - um dos mais caros do mundo (senão o mais caro).Prefiro falar de sua gente, decididamente sua maior riqueza.

Calorosos, amigáveis, bem-humorados, otimistas, exuberantes, prestativos, corajosos, perspicazes, batalhadores, musicais, alegres.
Senti-me em casa em Angola. A comida deliciosa. Feijão de variadas cores e tamanhos. Carnes bem temperadas. Peixes saborosos. Um abacaxi inigualável na doçura.

A língua falada, para nós brasileiros, mais compreensível que o português lusitano. O Brasil presente na reconstrução do país com diversas empresas da Odebrecht ao Bob´s. Os angolanos por dentro de tudo o que acontece por aqui.
Luanda, voltando a ser a  “Pérola Africana” que sempre foi. Claro. Muito por fazer. Talvez desafios para duas ou três gerações. Mas, caminhando na direção certa temperados pela beleza de suas Leilas Lopes (atual Miss Universo e angolana como você certamente deve saber).

Fui ministrar um treinamento ao concessionário local da Volvo em Luanda. A turma era pequena. Apenas nove participantes. Identificação imediata. Seis homens e três mulheres.

Como sempre, as mulheres se destacando pelos séculos de prática da inteligência emocional. Todas muito bem preparadas, elegantes, inteligentes, participativas.
Durante as várias dinâmicas executadas, tive o privilégio de aprender com o talento histriônico dos homens: criativos, flexíveis, agregadores.

Rimos, dançamos, acompanhamos os “hits” musicais angolanos. Angola é essencialmente musical com ritmos hipnotizantes como a kizomba. Cantores que fazem um “pop” de nível internacional como a bela Yola Semedo, a incrível textura vocal de Pérola e a modernidade de Adi Cudz e Yola Araujo.

Mostrei o famoso clip “Morena de Angola”de nossa saudosa Clara Nunes à guisa de um presente brasileiro à Angola. Todos conheciam. Cantaram  junto. Não pude deixar de ficar emocionado.
Senti o tamanho da nossa  responsabilidade como nação ao ser admirada em sua cultura e pujança econômica pelos irmãos angolanos. É tão lisonjeiro quanto crítico ser considerado como matriz de identidade.

Quisera somente nossos bons exemplos e conquistas relevantes pudessem ser compartilhados. Mas, a ubiquidade da informação nos detrata ao exsudar de nossas fronteiras as pestilências de nossa classe política.

Até em Angola há uma sincera torcida para que a Presidente Dilma continue seu processo de expurgo. Seria nossa melhor contribuição a países amigos  como Angola perceber que é possível às nações jovens pautar-se pela ética, pela correção de princípios e pelo progresso responsável e inclusivo.

Daí, quem sabe, os lemas que tremulam nas bandeiras  deixem de ser apenas uma visão exótica para se transformar em verdadeira missão nacional.

Desfrutem a seguir de dois "clips" que fazem sucesso em Angola.
Dá pra ter uma ideia da atualidade do "pop" angolano.



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