OS BANDIDOS DA USP.

 Eu também quero.
  
No meu bairro a lei é outra. Estacionar? Pode ser em qualquer lugar. Em cima das calçadas, em frente à entrada do supermercado. Muito mais prático com os pacotes.
 
Ouvir música alta às duas da madrugada quando pinta uma insônia? Melhor se você convidar uns amigos para um convescote regado a vinho chileno de boa qualidade.

Também não tenho que pagar impostos. Tudo livre. Sem IPTU,IPVA,ISS,IPI,ICMS. Preços muito menores.
 O meu bairro sem leis nos livra da chateação de tirar passaporte. Posso viajar para Luanda e Seattle sem precisar filas na imigração.

Também não é preciso diploma, nem carteira para nada. Posso exercer a profissão que me der na telha. Sempre quis pilotar avião. Mas, tirar brevê é caro e demorado.

Respeitar direitos dos outros? Nem pensar. O que me interessa são os meus e o resto que se dane. Posso deixar de pagar pensão alimentícia. Posso andar armado. Posso dirigir bêbado. Posso tudo. Fumar maconha, cheirar crack.  Destruir o patrimônio alheio. É muito mais divertido ouvir o som de vidraças se estilhaçando sem precisar correr. Posso subornar o guarda. Cuspir na cara do síndico. Atentar contra o pudor em praça pública. Eu quero. Eu posso.

Chocado com tanto desvario?
Tem um monte de caras lá na Reitoria da USP que não está.

Para eles a universidade pública, para a qual eles não pagam um tostão furado é uma terra sem lei, de ninguém. Podem cometer crimes, subverter a ordem, decidir o que é certo e o que não é. Eles querem, eles podem.

O que você faria se um bando de delinquentes aferrados em crenças espúrias, com os neurônios atolados no pântano da ignorância irresponsável invadisse sua casa? E se as autoridades lhe dissessem para negociar e aceitar dormir ao relento até que eles mudem de ideia e desocupem sua sala de estar?

É exatamente isso que o reitor da USP está fazendo. Abriu as pernas para o mandato judicial que determinou a desocupação da sua “sala de estar” em 24 horas e aceitou negociar com estes vândalos, esquizóides, esquerdistas de bar de várzea, mentecaptos sanguessugas dos nossos impostos e de nossa boa vontade.

 Saudades da década de sessenta, de Daniel Cohn-Bendit  e de sua “Primavera  Francesa de 68” lutando pela a liberdade das minorias, das mulheres e a revogação dos cânones de uma sociedade hipócrita e preconceituosa. Era o jovem idealista como todo jovem merece ser, empunhando bandeiras para uma sociedade melhor.  

 Saudade das passeatas para um Brasil sem ditadura, democrático, onde a Lei e a Ordem nos garantisse os direitos constitucionais de expressão e liberdade.

 E o que querem este vândalos de periferia? Um campus sei lei, sem ordem, onde se possa matar, roubar, perseguir os que lhe são antagônicos. Tentam impor aos demais a falácia de que a universidade é território livre para a consecução de todas as suas fantasias delirantes de poder.

Cadeia para eles. Expulsão a todos. Por que não se voluntariam para a colheita de cana em Cuba? Na Venezuela? Ou quem sabe pintar fachadas na Coréia do Norte?

Esses camaradas são uma camarilha de desocupados que cospem na nossa cara com escárnio . Qual seu histórico escolar? Qual contribuição deram à comunidade acadêmica? Que tipo de mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, políticas se propõem a fazer para um mundo melhor, mais justo, um país mais competitivo?

Nada vezes nada! Depredam o bem público que os acolhe porque querem que para eles as leis do país não valham. Simples assim.

 E nós nos repugnamos enquanto as autoridades baixam as calças num ritual patético de condescendência e descabida tolerância.

 Pobre USP, pobre país, pobre sociedade que com sua indignação  complacente nos coloca a todos reféns de bandidos universitários.  
E o Lula ainda se irrita quando lê que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano que mede a qualidade da educação, saúde e bem-estar social) do país é o 84º dentre 187 nações pesquisadas no planeta abaixo de Chile, Argentina, Uruguai, Barbados, Trinidad e Tobago, Panamá... 

Boa semana a todos!

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