ONDE ANDARÁ ANTHONY "TONY" HAYWARD?

A terça-feira, 20 de abril de 2010, começou ensolarada. O mar azul do Golfo do México a 66 km da costa do estado norte-americano da Louisiana de repente fica escuro. Às 11h00min da manhã uma explosão seguida do som meio sinfônico de línguas de fogo abafa os gritos desesperados dos trabalhadores. Onze corpos foram instantaneamente consumidos. No mar, a vazão de 42 barris de óleo por hora antecipa dias de horror para a natureza.

 O poço de Macondo, em perfuração pela empresa britânica BP (British Petroleum) entraria para a história como origem do maior desastre ecológico da indústria em todos os tempos. No dia 17 de maio, vinte e oito dias depois da tragédia, Tony Hayward, CEO ( executivo-chefe) da BP, declara que “o impacto ambiental seria modesto tendo em vista o tamanho do oceano”.

Macondo continua a vomitar petróleo agora em uma vazão cinco vezes maior do que no início. Nick Collins, pequeno empresário criador de ostras da cidade de Golden Meadow, fala desolado na televisão sobre a destruição de sua “fazenda”. Tom Young, pescador da comunidade de Plaquemines, diz que sua vida acabou e que parece que ninguém se importa com o sofrimento de centenas de famílias. “Isso é o apocalipse”.

Na manhã ensolarada de 31 de maio, à frente de câmaras e microfones, Hayward declara com insensibilidade:

 “Eu sinto muito. Nós sentimos pela ruptura que este acontecimento tem causado em suas vidas. Não existe ninguém que queira mais do que eu que isso acabe logo. Eu gostaria de ter a minha vida de volta”.

Em 27.07.2010, Hayward perde o cargo.

Goleman, em seu livro Trabalhando com a Inteligência Emocional (2001), diz: “Gestores são contratados pelo seu intelecto e competência empresarial e são demitidos por falta de inteligência emocional”.

Anthony “Tony” Bryan Hayward, nasceu em 21 de maio de 1957. Obteve o doutorado em Geologia pela Universidade de Edimburgo, Inglaterra. Em 1982, entrou para a BP. Em 01.05.2007 tornou-se CEO. Antes de se tornar o número 1 da BP, disse numa reportagem para o Financial Times, em dezembro de 2006, que a BP “adotava um estilo de gestão muito diretivo e não sabia escutar. O topo da organização não escuta o que a base fala”.

Parece claro que faltou a Hayward competência para conectar-se emocionalmente com a população afetada pelo vazamento de óleo provocado por sua empresa.

Hayward não soube compartilhar sentimentos - um dos pilares da conectividade emocional. 

A BP está aprovisionando 32 bilhões de dólares para ressarcir os prejuízos causados nos Estados Unidos. Sua ação, em agosto de 2010, após a contenção do vazamento, valia cerca de 40% menos do que quando por ocasião do desastre. Sua imagem no mundo não se recuperará tão cedo.

Apresentamos a seguir, um material postado no You Tube (em inglês) que mostra a atitude inconsequente de Tony. A tradução do título é: "Retardado ou Criminoso ?" Ninguém  mais fica imune das mídias sociais.




posts parecidos

Destaques

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.