E SE O “PEQUENO PRÍNCIPE” FOSSE O SEU GESTOR DE MARCA?

A Coca-Cola, novamente, é considerada a marca mais valiosa do planeta pela Interbrand em sua pesquisa anual “Best Global Brands-2011”.

 Para fazer parte da pesquisa uma marca tem que preencher os seguintes requisitos: ter apelo global , 30% de seu faturamento deve vir de fora do país de origem, estar presente em pelo menos três dos principais continentes (América, Europa e Ásia), ser lucrativa e disponibilizar dados públicos e comprováveis. 

O valor da marca da Coca-Cola de 71,9 bilhões de dólares é mais que o dobro do lucro da Petrobrás em 2010, maior do que o PIB de Uruguai e Paraguai juntos.  
O Valor da Marca (Brand Value) nos informa sobre a reputação, o prestígio e o valor de mercado de uma determinada marca. Para se ter uma ideia do que isto representa, o valor de marca da Coca-Cola equivale, sozinho, a 17% de seu faturamento mundial em 2010. No Brasil, se somarmos os valores de marca de Petrobrás, Itaú e Bradesco (nossas marcas mais valiosas) não chegaríamos à metade do valor de marca da Coca-Cola.

São poucas as marcas que foram temas de filmes. Recentemente temos a Prada (“O diabo veste Prada”).  Mas, nada que se compare ao filme  “Coca-Cola Kid” de 1985 dirigido por Dusan Makavejej. No filme, Robert Becker, interpretado por Eric Roberts, é um jovem e ambicioso executivo do escritório central da Coca-Cola em Atlanta, EUA, com a missão de investigar porque as vendas do produto não crescem na quente e distante Austrália.

 Lá chegando, descobre que existe até uma pequena comunidade onde o consumo do refrigerante é zero e que prefere beber um produto local e artesanal. Há uma cena quase hamletiana que é uma verdadeira aula sobre os atributos tangíveis e intangíveis da "marca". Reproduzo para vocês a fala do personagem:

 “Primeiro temos de nos perguntar. Precisamos explicar nosso produto ao público?
Ano passado em Roma, eu tive a chance de falar com um figurão dos Jesuítas e ele me disse que levamos a mensagem de Deus- de boa vontade e boas novas- ao povo quase da mesma maneira que eles o fazem.
Eles nos veem como os caras espertos que distribuem e vendem o “Milagre da América”. E é exatamente isso que nós somos.
  Quando você tem um produto com carisma não é preciso explicar nada. Você só precisa levá-lo ao povo.
Tente analisá-lo e você acabará com ... “cor escura, gelado, molhado e borbulhante”...
  Não há como explicar o que o estilo de vida americano significa para bilhões de pessoas. (Ele abre uma Coca e coloca-a num copo).
  Ouçam o som  da Coca. (Ouve-se o chiado característico do refrigerante borbulhando).
  Porque nosso líquido escuro e borbulhante é tão amado por todos de esquimós a  canadenses é algo que não precisamos saber.
  Nós só precisamos levá-lo ao povo”.

 As marcas querem ser únicas em um universo de milhares.
A propaganda se utiliza de todas as tecnologias e plataformas disponíveis para tentar diferenciá-las neste contexto “commoditizante” em que vivemos. Quando não é mais possível a diferenciação por méritos do próprio produto há que se fazê-la por outros.

Migramos desde o final do século passado para um novo momento mercadológico que ancora nos atributos emocionais das marcas toda a sua força de comunicação. As marcas passam a ser mais importantes que seus produtos.

São elas que possuem alma, emoção, valores, consciência. As marcas são como pessoas, cada uma com sua própria história de vida a forjar sua personalidade.
Então surge a grande questão filosófica: O que torna uma marca essencial?

Um dos melhores exemplos de “essencialidade” que conheço é a filosofia que permeia o conhecido livro “O Pequeno Príncipe”, editado em 1943 pelo escritor e piloto francês Antoine Saint-Exupéry (1900-1944) sucesso de mais de 134 milhões de exemplares (8 milhões apenas no Brasil) circulando em mais de 220 línguas e dialetos.

A grande sacada do autor foi construir uma estrutura narrativa que sensibiliza e interessa múltiplas faixas etárias transformando valores universais em princípios filosóficos profundos e atemporais.
Veja abaixo um trecho do filme “O Pequeno Príncipe” lançado em 1974, dirigido por Stanley Donen e interpretado por grandes atores dentre os quais o comediante, já falecido, Gene Wilder que faz o papel da raposa responsável pelas citações mais famosas do livro:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” e “Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Você conhece melhor maneira de tornar sua marca essencial?


 MARCAS MAIS VALIOSAS -2011- TOP 10
Fonte: Interbrand

Posição
Marca
Valor em bilhões (US$)
1
Coca-Cola
71,861
2
IBM
69,905
3
Microsoft
59,087
4
Google
55,317
5
GE
42,808
6
McDonald's
35,593
7
Intel
35,217
8
Apple
33,492
9
Disney
29,018
10
Hewlett-Packard
28,479

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