CINCO PASSOS INFALÍVEIS PARA DETECTAR QUEM ODEIA O CLIENTE.

É tão simples quanto triste identificar alguém que odeia o que faz. 
A conexão humana inexiste. Ele não sabe, não quer ou não percebe que conectar-se com o outro tornará sua vida mais prazerosa, mais gratificante.

Passo 1 . Note o semblante do não conectado. Distante, frio, impessoal. Um rictus desenhado na face de desgosto , às vezes de desprezo  ou ironia.

Passo 2. Perceba o olhar. Sem brilho, vazio em alguns. Em outros duro, fuzilante. Emite a mensagem detectável de aborrecimento e incômodo.

Passo 3. Veja a boca. Imóvel. Com esforço um esgar disfarça o esboço de um quase-sorriso. Fechado, mecânico , robótico. Aprisionado em masmorra.

Passo 4. Ouça o tom de voz. Notas irritadiças. Sustenidos irônicos. Bemóis enfadados. Métrica severa. Palavras soam forçadas. As sílabas ecoam secas. Sua comunicação é como um spam indesejável.

Passo 5. Atente à linguagem corporal. Mãos escondidas. Torso curvado. Tórax encavado denunciam a ausência de qualquer chama interior. Também pode-se notar movimentos de desdém, uma arrogância latente a neutralizar qualquer intenção de auxílio. Atenção dispersa . Ou por outra : a verdadeira “não-atenção”. Não importa a opinião muito menos o sentimento do cliente este ser que deveria viver um eterno sabático de preferência em Alfa-Centauro ou quiçá alhures.

O mau atendimento não tem sexo, raça, etnia, nacionalidade, nível educacional, idade, cultura, língua, religião, identidade política, sindical, orientação sexual e afetiva. Pode acontecer na Ilha da Páscoa , na grande barreira de corais australiana, na cordilheira do Cáucaso, na margem esquerda do Nilo, aos pés do Mauna Loa.

A raiz do mau atendimento está em considerar “servir” algo menor. É aviltante, insalubre, doloroso, humilhante. Provoca gastrite,bursite, sinusite, hepatite, síndrome do pânico, psicose, artrose, escoliose, flatulência, dormência, demência, incontinência.

O não conectado jamais vê o outro. Só a si mesmo. Como se outro fosse apenas o espelho a refletir sua própria intolerância. O mau atendente talvez não se dê conta mas para ele  “o outro sou eu mesmo”, na minha forma de ser: infeliz, frustrado, impaciente. É a mim mesmo que vejo e isso alimenta minha desilusão, minha insegurança, minha infelicidade. São demasiadas certezas. A aflição estampada no rosto qual uma foto de passaporte.

Emoções suspensas. Coração na corda-bamba. Domador cruel que não titubeia em usar o chicote ao menor sinal de inobservância dos padrões vigentes. Os meus padrões, claro!  Melhor seria fazê-lo  ( o cliente, quem mais?) desaparecer no portal da não-existência.

O trabalho do mau profissional de atendimento ao cliente - quase todo mundo hoje em dia - é sua tragédia pessoal, seu calvário.  Sua alma descolorida, recoberta pela oxidação da tristeza.

Clientes são fetiches, fantoches, acordonados, manipuláveis, descartáveis, menosprezáveis, iludíveis, ridículos, carentes, insistentes, exasperantes, ignorantes, irritantes.

E assim a vida vai passando. O mau-atendente fazendo do mundo um local mais infeliz. Podem tanto ser jovens de corações envelhecidos como maduros de cérebros petrificados.

Como dizia o escritor e dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860 - 1904) revolucionário na forma de contar histórias:
“Somos velhos quando temos mais arrependimentos que sonhos”.


Se você não gosta de atender pessoas. Tente ser feliz em outra profissão. Confesso que elas estão se tornando escassas, nesses tempos macro-globais de hiper orientação mercadológica em que vivemos.

Sucesso nesta nova semana que se inicia!

Veja alguém que ama atender o cliente.Simplesmente Atendimento Premium !

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