A GLOBALIZAÇÃO 5.0 - PARTE 1




Para os meus amigos.

O colunista de assuntos internacionais do prestigiado New York Times, Thomas Friedman  afirmou em 2005 que o “mundo era plano”. Plano porque tudo estava mais próximo, mais rápido, mais mutável, mais abrangente. Um mundo plano nos proporciona ilimitadas possibilidades para o bem e para o mal. Barack Obama e Osama Bin Laden se beneficiaram desta “planitude” para construir (e destruir) sua visões de sociedade.

O paradigma do mundo plano, integrado econômica e culturalmente, sem fronteiras físicas (já que, virtualmente, se pode acessar todo tipo de conhecimento e informação) revisou o conceito de globalização (estamos na quarta, talvez quinta).

A primeira globalização veio com o Império Romano ( 27 a.C- 476 d.C) o qual, incorporando o conhecimento dos gregos, dominou quase toda a Europa, o norte da África e o Oriente Médio abrangendo uma área de 6,5 milhões de km2 e um “mercado” de cerca de 60 milhões de pessoas. O poder desta fase globalizante foi tal que afetou para sempre as instituições, a língua, a cultura, a religião, a arquitetura, a filosofia e o direito ocidentais.

 A segunda globalização ( Séculos XV a XVII) ocorreu através  do desenvolvimento da navegação ibérica com Portugal e Espanha singrando os mares para estabelecer novas rotas de acesso às economias do oriente  interligando África, Américas e Ásia movidos pelo comércio e ambições expansionistas. Os ibéricos abriram caminho para França, Inglaterra e Holanda que entraram no jogo “colonial-globalizante” ( Europa fornecedora de manufaturas, África fornecedora de mão-de-obra escrava, América exportadora de commodities- vide açúcar fornecido pelos engenhos brasileiros).

A terceira globalização adveio com a industrialização da Inglaterra a partir do século XVIII e a revolução tecnológica provocada pela máquina a vapor que impulsionou os transportes e a produção em larga escala. Tudo isso provocou a demanda por novos mercados. As novas tecnologias como o telégrafo, o telefone  e a energia elétrica abriram um mundo novo de possibilidades jamais sonhadas. Essa onda globalizante sofreu uma ruptura com a 1ª. Guerra Mundial entre 1914 e 1918.

A quarta globalização  começou com a expansão das empresas multinacionais em escala mundial em meados do século XX, tomou força com a interligação dos mercados em blocos de influência sendo a criação da Comunidade Européia em 1958, sua transformação em União Européia em 1994  e sua moeda comum , o Euro em 2002 o exemplo mais icônico deste processo.

A quinta globalização iniciada com a revolução telemática a partir do final do século XX, provocou uma revisão no próprio conceito de globalização que agora é caracterizada por um moto-contínuo de eventos sob a forma de um tsunami global que mistura inovação tecnológica sem precedentes , comunicação sem barreiras e universalização da informação e do conhecimento.

Parafraseio Martin Luther King: “ I have a dream”. Estou convencido de que a quinta globalização é um processo contínuo e sem volta que provocará (já começamos a perceber...) mudanças inimagináveis nas próximas décadas com impactos profundos na ética, na política, na filosofia, na religião, no meio-ambiente, no relacionamento humano além, obviamente, de rearranjos sensíveis na economia e na divisão do trabalho. Mas disso vou falar amanhã...
Grande abraço!

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